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Biomassa ganha força na indústria brasileira em meio à volatilidade do petróleo
Publicado 22/06/2026 • 23:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 22/06/2026 • 23:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A alta volatilidade do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, voltou a reforçar o debate sobre segurança energética e transição para fontes alternativas na indústria. Empresas têm buscado reduzir a dependência de combustíveis fósseis em meio a um cenário global de preços instáveis e risco geopolítico.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o CEO da Combio, Carlos Martins, afirmou que a transição energética deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a ser uma questão de competitividade. Segundo ele, crises internacionais aumentam a busca por previsibilidade no custo da energia usada pela indústria.
“O que a indústria busca claramente é a redução de imprevisibilidade”, disse. Martins explicou que energias renováveis, especialmente no Brasil, ajudam a estabilizar custos e reduzir riscos ligados à oscilação do petróleo e do gás.
Ele destacou que a biomassa se tornou central nesse processo. O executivo afirmou que o país tem vocação natural para fontes sustentáveis e que setores industriais com grande demanda de calor já utilizam esse tipo de energia de forma crescente.
Martins também apontou que sua empresa atua com uma solução integrada. O modelo inclui produção de biomassa, investimentos na transição energética e operação de sistemas industriais. Segundo ele, isso ajuda empresas a lidar com juros altos e custos voláteis de combustíveis fósseis.
Sobre o avanço entre setores, ele afirmou que o agronegócio lidera o movimento. Também citou papel e celulose, siderurgia, química e indústria de pneus como segmentos em expansão no uso de biomassa. Para ele, o país já tem tradição nesse tipo de energia térmica.
O executivo avaliou ainda o papel do Brasil no cenário global. Ele disse que o país já possui grande participação de fontes renováveis na matriz elétrica e pode ampliar a oferta de combustíveis sustentáveis, como etanol e SAF, sem comprometer a produção de alimentos.
Ao comentar o gás natural, Martins afirmou que, embora menos poluente que outros fósseis, ainda não resolve o desafio da descarbonização. Para ele, a biomassa se destaca por ser uma fonte de menor impacto ambiental e com potencial de expansão na indústria brasileira.
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