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Brasil lança novo título sustentável no mercado internacional e reabre o Global 2035
Publicado 06/11/2025 • 12:12 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 06/11/2025 • 12:12 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O Tesouro Nacional anunciou nesta quinta-feira (6) a emissão do novo título sustentável Global 2033 e a reabertura do Global 2035, ambos denominados em dólares, marcando a terceira operação soberana de títulos sustentáveis do Brasil no mercado internacional.
Segundo comunicado do Tesouro, a iniciativa reafirma o compromisso do país com políticas ambientais e sociais e amplia a presença brasileira no segmento de finanças sustentáveis globais.
De acordo com o órgão, os recursos captados serão destinados a ações voltadas à mitigação das mudanças climáticas, conservação de recursos naturais e promoção do desenvolvimento social, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
A emissão também reforça o compromisso do governo em ampliar a liquidez da curva de juros soberana em dólar, servindo como referência para o mercado corporativo e antecipando financiamentos de vencimentos futuros em moeda estrangeira.
O novo Global 2033 Sustentável dá continuidade à estratégia iniciada com as emissões de 2023 e 2024, quando o Brasil estreou no mercado de títulos verdes e sociais. Essa categoria de dívida é direcionada a projetos que contribuem para a transição energética, infraestrutura verde, agricultura sustentável e inclusão social.
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Siga o Times | CNBCA operação é liderada pelos bancos Citibank, Deutsche Bank e Goldman Sachs, responsáveis por estruturar e coordenar a colocação dos papéis entre investidores internacionais. O resultado final, incluindo o volume captado e as taxas de rendimento, será divulgado ao fim do dia.
Com o lançamento, o Brasil reforça sua imagem de emissor soberano comprometido com metas ambientais e com a transparência na destinação dos recursos. A nova emissão também ocorre em um momento de maior demanda global por ativos sustentáveis, impulsionada por fundos e investidores institucionais que priorizam critérios ESG (ambientais, sociais e de governança) em suas carteiras.
Esta é a terceira emissão sustentável em dólares do Tesouro Nacional desde 2023, consolidando o país como referência latino-americana em finanças sustentáveis. Além de diversificar sua base de investidores, a iniciativa contribui para reduzir o custo de captação externa e fortalecer a credibilidade fiscal e ambiental do governo brasileiro.
O Tesouro destaca que a política de emissões sustentáveis também serve de referência para o setor privado, incentivando empresas nacionais a buscarem financiamento verde no exterior.
Com o Global 2033 Sustentável e a reabertura do Global 2035, o Brasil reforça sua posição entre os países emergentes que mais avançam na integração entre finanças, sustentabilidade e responsabilidade climática.
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