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Brasil precisa transformar minerais estratégicos em indústria de alto valor agregado, diz presidente da FNE
Publicado 12/06/2026 • 12:38 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 12/06/2026 • 12:38 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Transformar a riqueza mineral brasileira em produtos de alto valor agregado é um dos principais desafios para o desenvolvimento econômico do país, afirma Murilo Pinheiro, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE).
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta sexta-feira (12), o executivo disse que o Brasil precisa aproveitar a demanda crescente por minerais estratégicos para fortalecer a indústria nacional, ampliar investimentos em tecnologia e acelerar a reindustrialização.
A avaliação integra as discussões da nova edição do Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento, iniciativa que completa 20 anos e será lançada na próxima segunda-feira (15), em São Paulo. O documento reúne propostas voltadas à competitividade do país e aborda temas como minerais críticos, soberania tecnológica, infraestrutura, transição energética e qualificação profissional.
“O Brasil precisa investir na engenharia, investir na tecnologia e transformar essas terras raras e minerais em produtos acabados, e não apenas em commodities”, afirmou Pinheiro.
Para o presidente da FNE, o país já possui uma vantagem natural relevante por deter reservas de minerais considerados essenciais para setores como eletrônicos, semicondutores, baterias e veículos elétricos. O desafio, segundo ele, é converter esse potencial em desenvolvimento industrial.
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“Precisamos levar esses materiais não como commodities, mas como produtos de valor agregado”, disse. Na avaliação do dirigente, a atual disputa tecnológica entre Estados Unidos e China abre uma janela de oportunidades para que o Brasil ocupe uma posição mais estratégica nas cadeias globais de produção.
Pinheiro defende que o avanço da chamada nova indústria brasileira esteja associado a investimentos em inovação, tecnologia e engenharia, reduzindo a dependência da exportação de matérias-primas.
O dirigente também afirmou que a retomada da indústria precisa ser acompanhada por políticas públicas voltadas ao investimento produtivo, à pesquisa e ao desenvolvimento. “Precisamos pensar em investimento, em pesquisa e desenvolvimento e trazer a engenharia para o centro dessa discussão”, afirmou.
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Entre as propostas defendidas pela entidade está a criação de uma carreira de Estado para engenheiros, medida que, segundo ele, ajudaria a garantir continuidade a projetos estratégicos independentemente das mudanças de governo. “Quando você tem planejamento de longo prazo, evita que projetos estruturantes sejam interrompidos a cada troca de governo”, destacou.
Outro ponto de preocupação apontado por Pinheiro é a formação de profissionais para atender às demandas da indústria e das novas tecnologias.
Segundo ele, o Brasil ainda forma poucos engenheiros em comparação com países que lideram os processos de industrialização e inovação tecnológica. Para mudar esse cenário, defende investimentos desde a educação básica e maior incentivo às áreas ligadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
“É superimportante que tenhamos uma formação melhor desde o ensino médio para estimular mais jovens a seguir a carreira de engenharia”, afirmou.
Ao citar a experiência chinesa, Pinheiro lembrou que a engenharia ocupa papel central na estratégia de desenvolvimento do país asiático. “Se pensarmos na China, grande parte da sua liderança é formada por engenheiros”, disse.
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Seguir no GoogleDe acordo com o presidente da FNE, o Cresce Brasil foi concebido como um projeto de longo prazo para o país e não como uma plataforma vinculada a governos específicos.
“É um projeto de Estado, não um projeto de governo”, afirmou. Segundo ele, o documento será entregue a todos os candidatos à Presidência da República nas próximas eleições, com o objetivo de contribuir para o debate sobre crescimento econômico, competitividade e desenvolvimento sustentável.
“Queremos apresentar propostas para que o Brasil possa aproveitar melhor suas potencialidades e construir um novo ciclo de desenvolvimento”, concluiu.
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