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Brasil avança em minerais críticos, mas ainda enfrenta desafio para agregar valor e reduzir distância da China, diz pesquisador
Publicado 11/05/2026 • 13:06 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 11/05/2026 • 13:06 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
A disputa global por minerais críticos ganhou novo peso estratégico após a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos, que prevê investimentos de até R$ 5 bilhões no setor. Em meio à crescente demanda por insumos essenciais para inteligência artificial, transição energética, defesa e segurança industrial, o Brasil começa a ampliar sua presença nesse mercado – mas ainda enfrenta desafios para transformar potencial mineral em liderança tecnológica.
Em entrevista nesta segunda-feira (11) ao Pré-Market, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Eduardo Neves afirmou que o país vive um momento de descoberta e expansão dos depósitos de terras raras. “O Brasil está descobrindo as terras raras. Os depósitos estão cada vez crescendo, o número de depósitos mapeados, então a quantidade hoje pode ser ainda maior”, destacou.
Segundo ele, o movimento já começa a ganhar tração industrial. “Já há mais de 100 projetos cadastrados nas agências reguladoras para começarem a exploração desses materiais”, explicou. A expectativa, segundo o pesquisador, é que as primeiras empresas iniciem o beneficiamento desses minerais entre o fim de 2026 e 2027.
Leia também: Brasil ganha peso estratégico entre EUA e China por minerais críticos e terras raras
“O importante é que não teremos apenas uma empresa, mas algumas empresas já beneficiando esse material e agregando valor”, ressaltou Neves. Para ele, apesar do atraso histórico em relação às grandes potências do setor, o país começa a estruturar uma cadeia mais sofisticada. “É um longo caminho a ser percorrido e estamos, na minha opinião, no caminho certo”, pontuou.
Apesar do avanço brasileiro, a distância para a China ainda é significativa. O país asiático domina a cadeia global de terras raras e consolidou ao longo das últimas décadas uma vantagem industrial e tecnológica considerada difícil de replicar no curto prazo.
Para Neves, essa liderança começou cedo. “Essa tecnologia começou a ser desdobrada lá na China inicialmente, então eles têm muitos anos à frente”, afirmou. Segundo ele, os chineses acumularam experiência tanto na extração quanto no processamento eficiente desses materiais estratégicos.
“O fato de o país deles também ter uma alta reserva impulsionou bastante esse cenário para a exploração das terras raras”, acrescentou o pesquisador.
As terras raras são consideradas insumos críticos para setores de alta tecnologia, incluindo fabricação de baterias, motores elétricos, semicondutores, turbinas eólicas, equipamentos militares e sistemas ligados à inteligência artificial.
Na avaliação do especialista, o Brasil ainda precisa ampliar fortemente os investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico para evitar o risco de permanecer apenas como exportador de matéria-prima. “Nos últimos anos a gente observa que o investimento vem crescendo, mas acredito que precisaria de muito mais”, disse Neves.
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Seguir no GoogleEle defende a expansão de centros de pesquisa especializados em minerais críticos pelo país, especialmente em regiões com maior concentração de depósitos. “Poderíamos ter diversos centros como o CIT SENAI espalhados pelo país, principalmente nos estados onde tem elevados depósitos de terras raras”, concluiu.
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