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Galípolo diz que choques climáticos e geopolíticos dificultam combate à inflação
Publicado 13/05/2026 • 18:54 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 13/05/2026 • 18:54 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central
Lula Marques/ Agência Brasil
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou que o atual cenário econômico global impõe dificuldades adicionais à condução da política monetária, especialmente diante da sucessão de crises que vêm pressionando preços em escala internacional.
Durante participação na IV Conferência Anual do Banco Central do Brasil, nesta quarta-feira (13) Galípolo disse que a autoridade monetária precisa identificar quais impactos inflacionários são passageiros, decorrentes de guerras, problemas logísticos ou fenômenos climáticos, e quais podem contaminar de forma mais duradoura as expectativas econômicas.
Segundo ele, a tarefa se torna ainda mais delicada no Brasil por causa do mercado de trabalho aquecido e da dificuldade em reancorar as projeções de inflação. Mesmo assim, afirmou que o compromisso do BC com o controle dos preços permanece inalterado.
O presidente da instituição avaliou que os bancos centrais passaram a operar em um ambiente mais instável após uma sequência de choques econômicos nos últimos anos, incluindo eventos climáticos extremos. Na visão dele, esse novo contexto expõe limitações dos modelos tradicionais usados pelas autoridades monetárias para reagir a crises inflacionárias.
Galípolo também destacou que a percepção da população sobre o aumento do custo de vida nem sempre acompanha os indicadores oficiais de inflação, o que acaba criando desgaste para a credibilidade dos bancos centrais. Para ele, a repetição de choques globais elevou a sensação de perda de poder de compra entre consumidores, mesmo em momentos de desaceleração dos índices inflacionários.
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