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Estar negativado não significa ser mau pagador, avalia CEO da Gooroo Crédito
Publicado 14/05/2026 • 13:40 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 14/05/2026 • 13:40 | Atualizado há 1 hora
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O avanço da inadimplência no Brasil abriu espaço para novos modelos de crédito focados em clientes negativados, combinando análise comportamental, inteligência artificial e atendimento humanizado. Para Rodolfo Takahashi, CEO da Gooroo Crédito, o crescimento desse mercado envolve tanto oportunidade de negócio quanto impacto social.
Em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quinta-feira (14), ele comentou sobre o cenário de 82,8 milhões de brasileiros inadimplentes, equivalente a 49% da população adulta do país. “Estar negativado não significa necessariamente ser um mau pagador, mas alguém passando por um momento difícil, e nós estendemos a mão para ajudar”, disse.
Segundo Takahashi, a companhia nasceu justamente para atender um público frequentemente rejeitado pelas instituições financeiras tradicionais. “Quando você olha para essa situação como oportunidade somada a uma visão social, você se diferencia no mercado”, ressaltou.
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O executivo afirmou que a Gooroo Crédito atua desde pequenas empresas com um ou dois funcionários até grandes multinacionais, oferecendo crédito consignado privado com foco em sustentabilidade financeira.
Ao contrário de parte do mercado financeiro, a estratégia da companhia não é ampliar ao máximo o limite oferecido aos clientes, segundo Rodolfo Takahashi. “Temos um motor de crédito focado em evitar que a pessoa se endivide ainda mais”, explicou.
De acordo com ele, a análise da empresa considera o momento financeiro do cliente e busca evitar operações que possam agravar a inadimplência no médio e longo prazo. “Para quem ganha R$ 3 mil, não adianta oferecer R$ 30 mil a longo prazo porque isso pode gerar superendividamento”, destacou.
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Segundo Takahashi, a inteligência artificial da companhia participa diretamente da definição do crédito sugerido aos clientes. “Na nossa plataforma, o cliente responde algumas perguntas e a inteligência artificial ajuda a chegar ao valor adequado para aquele momento da vida dele”, afirmou.
O CEO ressaltou ainda que o modelo da empresa busca substituir análises puramente estatísticas por avaliações mais comportamentais. “A análise de crédito deixa de ser apenas estatística e passa a ser comportamental”, observou.
Segundo ele, fatores como intenção de desenvolvimento profissional e potencial de crescimento do cliente entram no cálculo de risco da operação. “Se o cliente busca crédito para um curso ou para desenvolver a carreira, ele tem potencial de se tornar adimplente no futuro”, explicou.
Mesmo em um setor fortemente digitalizado, a Gooroo Crédito decidiu ampliar sua presença física para reforçar confiança e relacionamento com os clientes. “O olho no olho ainda é mandatório no crédito”, afirmou Rodolfo Takahashi.
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Segundo ele, muitos clientes se sentem mais seguros ao procurar uma unidade física para apresentar sua situação financeira e entender as condições da operação. “Quando alguém senta em uma loja física e expõe sua situação, isso traz credibilidade”, destacou.
Atualmente, a companhia possui três lojas em operação e pretende acelerar a expansão nos próximos meses. “Abriremos mais oito unidades até o início de junho e a meta é chegar a 40 lojas até o final do ano”, afirmou.
O modelo adotado pela empresa combina presença física e operação digital, estratégia que a companhia define como “phygital”.
Segundo Rodolfo Takahashi, a inteligência artificial atua principalmente nos bastidores da operação para aumentar precisão na análise de crédito e melhorar a experiência dos clientes. “A IA dá mais acurácia à conversa entre seres humanos e sugere um valor de crédito que realmente vai ajudar o cliente”, ressaltou.
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O executivo afirmou ainda que iniciativas do governo federal voltadas para renegociação de dívidas e ampliação do consignado privado ajudam a fortalecer o setor. “O uso do FGTS como garantia reduz drasticamente as taxas de juros e gera um efeito positivo para todos”, pontuou.
Ao comentar os próximos passos da companhia, Takahashi revelou que a Gooroo Crédito já avalia a possibilidade de operar futuramente como instituição financeira autorizada pelo Banco Central. “Virar banco faz parte do nosso roadmap de crescimento”, concluiu.
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