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Pesquisa indica que fim da ‘taxa das blusinhas’ não deve reduzir compras no varejo nacional

Publicado 23/07/2026 • 13:10 | Atualizado há 52 minutos

KEY POINTS

  • A suspensão da cobrança do imposto de importação de 20% em compras de até US$ 50, a chamada "taxa das blusinhas", não deve provocar uma migração dos consumidores brasileiros para plataformas estrangeiras.
  • O apontamento é de uma pesquisa da Plano CDE, encomendada pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec).
  • Para o diretor-executivo da Amobitec, André Porto, os resultados mostram que o comportamento do consumidor vai além da comparação de preços.
A medida afeta produtos que chegam ao País via remessas postais e que se enquadram no Regime de Tributação Simplificada (RTS).

O apontamento é de uma pesquisa da Plano CDE, encomendada pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec).

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A suspensão da cobrança do imposto de importação de 20% em compras de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, não deve provocar uma migração dos consumidores brasileiros para plataformas estrangeiras. O apontamento é de uma pesquisa da Plano CDE, encomendada pela Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec).

Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados afirmaram que continuariam comprando no comércio nacional mesmo com a suspensão da cobrança. A medida, revogada por meio de medida provisória, depende de aprovação do Congresso Nacional até 8 de setembro. Para o diretor-executivo da Amobitec, André Porto, os resultados mostram que o comportamento do consumidor vai além da comparação de preços. “A experiência de compra, a disponibilidade dos produtos e o acesso também são levados em consideração para a decisão”, afirmou.

Porto ressaltou que a chamada “taxa das blusinhas” incide apenas sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas por pessoas físicas no âmbito do programa Remessa Conforme, representando um segmento específico das importações brasileiras.

Segundo ele, durante o período em que a cobrança esteve em vigor, os principais impactos foram sentidos pela população de baixa renda, mais sensível às variações de preço. “A taxa impactou especialmente a classe C, que é mais sensível ao preço. Mas isso não significa que exista uma relação direta entre a existência da cobrança e a decisão de comprar no varejo nacional”, explicou.

Leia também: Taxa das blusinhas mudou? Entenda em 5 pontos como ficam os impostos em compras internacionais

Debate deve focar na competitividade da indústria

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Na avaliação do executivo, a tributação não cumpriu o objetivo de fortalecer a indústria brasileira e o debate sobre competitividade deveria estar concentrado na redução do chamado “Custo Brasil”.

“A taxa das blusinhas se mostrou uma política ineficaz para proteger a indústria nacional. O debate precisa estar voltado para competitividade, redução da burocracia e dos custos de produção, e não para impor uma sobretaxa ao consumidor”, disse.

Porto argumenta que a importação realizada por pessoas físicas possui características diferentes da importação feita por empresas e, por isso, não deveria ser tratada da mesma forma nas discussões sobre isonomia tributária.

Leia também: Taxa das blusinhas acabou? Veja o novo limite para compras internacionais

Setor espera aprovação da medida pelo Congresso

Caso o Congresso confirme a revogação definitiva do imposto, a expectativa da Amobitec é de continuidade dos investimentos no comércio eletrônico e na infraestrutura logística do país. “O setor vem recebendo investimentos em logística, aeroportos e centros de distribuição. A manutenção da suspensão da taxa pode fortalecer essa cadeia e ampliar o acesso dos consumidores a produtos”, avaliou Porto.

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