Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Congresso acelera acordo Mercosul–UE e calcula impacto bilionário nos cofres públicos
Publicado 08/02/2026 • 11:20 | Atualizado há 3 meses
Google mostra primeiros óculos com IA e áudio integrados antes de lançamento no segundo semestre
Investidores otimistas da Nvidia enfrentam batalha difícil antes do balanço
Economia do Japão cresce 2,1% no primeiro trimestre e supera expectativas
Blackstone investe US$ 5 bilhões em empresa de infraestrutura de IA com Google
Pentágono escolhe Shield AI para programa de drones baratos enquanto guerra com Irã acelera demanda por armamentos de baixo custo
Publicado 08/02/2026 • 11:20 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Reprodução
A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul analisa nesta terça-feira o acordo de livre comércio firmado em janeiro entre o bloco sul-americano e a União Europeia.
O grupo, formado por 10 senadores e 27 deputados federais, deve votar o relatório do deputado Arlindo Chinaglia, atual presidente da representação, órgão ligado ao Congresso Nacional.
Se aprovado, o texto será transformado em projeto de decreto legislativo e seguirá para votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Leia também: Mercosul-UE: Redes francesas rejeitam produtos e desafiam acordo
O acordo prevê ampla liberalização tarifária em setores industriais e agrícolas, com redução gradual de impostos de importação e exportação sobre diversos produtos e serviços.
Para beneficiar o Mercosul, a União Europeia se compromete a eliminar ou reduzir tarifas sobre bens agroindustriais. Algumas taxas seriam zeradas imediatamente, como no caso das carnes bovinas brasileiras de alta qualidade exportadas dentro da chamada Cota Hilton, limitada a 10 mil toneladas para o Brasil, hoje tributadas em 20%.
Já para favorecer os europeus, cerca de 91% dos produtos vendidos ao Brasil teriam redução de tributos ao longo de períodos que variam de quatro a 15 anos.
No setor automotivo, os prazos de transição seriam mais longos:
• 18 anos para veículos elétricos
• 25 anos para carros a hidrogênio
• 30 anos para novas tecnologias
Leia também: Acordo Mercosul-UE pode ampliar exportações do Brasil em 543 produtos
Itens considerados sensíveis ficaram fora do acordo, o que corresponde a cerca de 9% das importações brasileiras atuais. Compras realizadas pelo Sistema Único de Saúde não serão afetadas.
O texto também inclui salvaguardas agrícolas para proteger produtores europeus e prevê mecanismos de resposta caso um dos lados adote medidas que prejudiquem o tratado.
A senadora Tereza Cristina defende que o Brasil regulamente a Lei de Reciprocidade para se proteger de mudanças unilaterais.
O governo federal calcula que deixará de arrecadar R$ 683 milhões em 2026, R$ 2,5 bilhões em 2027 e R$ 3,7 bilhões em 2028 com a redução de impostos sobre produtos europeus.
Segundo o Executivo, a perda deve ser compensada com maior acesso ao mercado europeu e atração de investimentos. A União Europeia é hoje o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio de aproximadamente US$ 100 bilhões em 2025.
As economias combinadas dos dois blocos somam cerca de US$ 22,4 trilhões em PIB e abrangem uma população de 718 milhões de pessoas, o que transforma o tratado em um dos maiores acordos bilaterais do mundo.
Leia também: Acordo Mercosul-UE deve impulsionar M&A no Brasil e atrair investidores europeus
A Representação Brasileira reúne congressistas indicados para atuar no Parlamento do Mercosul, conhecido como Parlasul.
O órgão não votará formalmente o acordo, mas acompanhou as negociações por meio de uma comissão temporária. No Brasil, o texto só entrará em vigor se for aprovado pelo Congresso e pelo Parlamento Europeu, independentemente da posição dos demais países do bloco sul-americano.
A expectativa é que a Câmara vote o texto em plenário até o fim de fevereiro e que o Senado analise o documento na Comissão de Relações Exteriores e depois no plenário até a segunda semana de março.
As informações foram divulgadas pelo senador Nelsinho Trad, presidente da comissão e vice-presidente da representação brasileira no Parlasul, que articulou um grupo de trabalho para acompanhar o acordo.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Brasil ‘perde’ R$ 400 milhões em valor de mercado com convocação de Neymar; veja
2
Fim de acordo EUA-Arábia Saudita impulsiona desdolarização
3
Anvisa suspende remédio para colesterol e corticoide da Cimed e Hypofarma; veja os lotes
4
Neymar é convocado para a Copa 2026; veja a lista completa de convocados por Ancelotti
5
Quem é Douglas Azara, empresário de 25 anos ligado à compra da Naskar