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Quem é Douglas Azara, empresário de 25 anos ligado à compra da Naskar

Publicado 18/05/2026 • 10:47 | Atualizado há 13 minutos

KEY POINTS

  • Segundo o comunicado, a gestora assumiria ativos e passivos da fintech e iniciaria negociações para ressarcir investidores.
  • A Azara Instituição de Pagamento também aparece classificada em consultas de mercado com alto risco jurídico e de crédito, mesmo tendo poucos meses de existência.
  • Enquanto investidores aguardam respostas sobre a devolução dos recursos, os sócios da Naskar estudam a possibilidade de pedir recuperação judicial.
naskar

Foto: Montagem

Quem é Douglas Azara, empresário de 25 anos ligado à compra da Naskar

O anúncio da suposta compra da fintech Naskar pela gestora americana Azara Capital colocou no centro do caso o nome de Douglas Silva de Oliveira Azara, empresário de 25 anos apontado como responsável.

A negociação surgiu em meio às investigações sobre o desaparecimento de cerca de R$ 1 bilhão pertencente a aproximadamente 3 mil investidores da Naskar, empresa investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal.

A venda foi anunciada na quinta-feira (14) por meio de uma nota conjunta divulgada pela própria Naskar e pela Azara Capital.

Segundo o comunicado, a gestora assumiria ativos e passivos da fintech e iniciaria negociações para ressarcir investidores. No entanto, informações sobre a estrutura da empresa e o perfil de seu controlador passaram a levantar dúvidas sobre a credibilidade da operação.

Empresário aparece como único responsável pela Azara

Conforme noticiado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Douglas Azara afirmou ser o único proprietário e principal executivo da Azara Capital LLC e também da Azara Instituição de Pagamento Ltda, empresa aberta no Brasil em fevereiro deste ano. O CNPJ foi criado exatamente 100 dias antes do anúncio da compra da Naskar.

Apesar de a empresa afirmar movimentar bilhões em ativos, documentos e dados públicos consultados pela reportagem mostram que Douglas possui renda declarada de cerca de R$ 1,7 mil mensais. Ele mora em Uberlândia, em Minas Gerais, e aparece como administrador de um grupo de empresas abertas entre 2024 e 2026.

Leia também: Naskar: venda à gestora americana levanta suspeita de farsa e sócios estudam pedir recuperação judicial

Entre os negócios registrados em seu nome estão companhias ligadas aos setores financeiro, agropecuário, logística e armazenagem. Somados, os capitais sociais declarados dessas empresas ultrapassam R$ 2,4 bilhões.

Ao mesmo tempo, esse mesmo nome figura como sócio-administrador de outras 11 empresas brasileiras com capital social somado superior a R$ 2,4 bilhões, todas abertas entre janeiro de 2024 e fevereiro de 2026, quando tinha entre 23 e 25 anos.

Entre elas está a Jabuti Capital Venture Group Ltda, com nome fantasia Banco Phoenix, capital social de R$ 1,07 bilhão e atividade de securitização de créditos, sediada em Barueri, São Paulo. Há ainda quatro fazendas com capitais entre R$ 27 milhões e R$ 285 milhões, duas transportadoras, um posto de combustíveis e uma empresa de armazéns gerais autorizada a emitir warrant, todas ativas, todas com Douglas como administrador único.

Histórico judicial chama atenção

Informações obtidas em plataformas de compliance e registros públicos apontam que Douglas Azara possui protestos em cartório e responde a processos relacionados a crimes patrimoniais e ações cíveis de cobrança. Os registros incluem dezenas de apontamentos financeiros ativos.

A Azara Instituição de Pagamento também aparece classificada em consultas de mercado com alto risco jurídico e de crédito, mesmo tendo poucos meses de existência.

Leia também: Fintech Naskar, que oferecia remuneração maior que do Banco Master, desaparece com R$ 1 bi dos clientes 

A origem do patrimônio informado pelas empresas foi atribuída, pela assessoria de Douglas, a uma herança familiar valorizada por investimentos em criptoativos entre 2016 e 2022. Nenhum documento comprobatório foi apresentado até o momento.

Estrutura da Azara levanta questionamentos

A Azara Capital se apresenta como uma gestora sediada em Miami, nos Estados Unidos. Entretanto, a empresa não aparece nos registros da SEC, órgão equivalente à CVM americana, nem da FINRA, entidade responsável pela supervisão do mercado financeiro no país.

A companhia afirmou que opera com capital próprio e, por isso, não precisaria desse tipo de autorização regulatória. Especialistas consultados pela reportagem contestam essa interpretação e afirmam que empresas que atuam no setor financeiro precisam cumprir exigências regulatórias específicas.

Outro ponto que chamou atenção foi a estrutura digital da empresa. O site da Azara possui apenas uma página, sem identificação de executivos, histórico de operações ou detalhamento de clientes. O domínio foi atualizado no mesmo dia em que a compra da Naskar foi anunciada.

Leia tambémLinha do tempo: como os sócios da Naskar abandonaram a sede e sumiram com o dinheiro de investidores 

O perfil oficial da empresa nas redes sociais também teria sido criado há poucos meses. Após a repercussão do caso, algumas publicações foram apagadas e os comentários bloqueados.

Compra da Naskar gera desconfiança

Advogados ouvidos pela reportagem afirmam que anúncios de aquisições internacionais costumam aparecer em momentos de crise financeira envolvendo empresas investigadas por captação irregular de recursos. Segundo especialistas, esse tipo de movimento pode servir para ganhar tempo diante de ações judiciais e pedidos de bloqueio patrimonial.

A Naskar prometia retornos mensais elevados aos investidores e operava sem autorização do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários. No início de maio, clientes relataram interrupção dos pagamentos e dificuldades de acesso ao aplicativo da empresa.

Leia tambémMeses antes de sumir com quase R$ 1 bilhão, Naskar já havia abandonado sede oficial em São Paulo

Enquanto investidores aguardam respostas sobre a devolução dos recursos, os sócios da Naskar estudam a possibilidade de pedir recuperação judicial, segundo fontes próximas ao caso. Até o momento, nenhum contrato da suposta venda foi apresentado publicamente.

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