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Guerra e petróleo pressionam aviação brasileira e companhias já cortam 93 voos por dia

Publicado 18/05/2026 • 22:22 | Atualizado há 21 minutos

KEY POINTS

  • Segundo o especialista em aviação José Antônio Brasileiro, as companhias aéreas estão reduzindo rotas menos rentáveis para conter os impactos da alta do querosene de aviação.
  • A redução da oferta de assentos deve pressionar os preços das passagens nos próximos meses, principalmente em regiões com menor concorrência entre empresas.
  • O setor aéreo também teme novos impactos com o fim dos incentivos tributários sobre o querosene de aviação previsto para 31 de maio.

Foto: Pexels

A alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio já começa a atingir em cheio o setor aéreo brasileiro. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o país perdeu, em média, 93 voos por dia em maio, em meio ao avanço dos custos com querosene de aviação.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o empresário e especialista em aviação José Antônio Brasileiro afirmou que as companhias têm reagido principalmente com cortes de rotas menos rentáveis e redirecionamento das operações para mercados com maior demanda.

“Com essa redução na oferta de assentos, naturalmente isso pressiona os preços das passagens”, afirmou. Segundo ele, os reajustes ainda não apareceram de forma generalizada, mas devem ganhar força nos próximos meses.

Brasileiro destacou que os cortes já somam cerca de 2.900 voos apenas em maio, o equivalente à retirada operacional de aproximadamente 31 aeronaves narrow-body, usadas em rotas domésticas por empresas como Gol, Azul e Latam.

“É uma quantidade muito elevada de aeronaves e de corte de rotas necessária para enfrentar essa situação com mais tranquilidade”, disse.

Na avaliação do especialista, a disparada do combustível agravou um cenário que já era delicado desde a pandemia. Segundo ele, as empresas aéreas ainda estavam em processo de recuperação financeira quando passaram a enfrentar a nova pressão causada pela valorização do petróleo.

“A alta do combustível não é o problema central. Ela está agravando um problema que já existia”, afirmou.

O especialista explicou que o primeiro movimento das companhias é reorganizar a malha aérea antes de repassar integralmente os custos ao consumidor. Rotas com menor demanda tendem a sofrer mais cortes, enquanto mercados mais movimentados conseguem absorver melhor a pressão.

Brasileiro também alertou para o fim dos incentivos tributários sobre o querosene de aviação previsto para 31 de maio. Segundo ele, a retirada desse benefício pode acelerar o movimento de alta das tarifas aéreas.

“A tendência natural é um aumento das passagens, não imediato, mas nos próximos meses”, afirmou.

Ele destacou ainda que o impacto varia conforme fatores como concorrência regional, ocupação dos voos e alíquotas de ICMS cobradas por cada estado. Em mercados com menor oferta de voos, o reajuste tende a ser maior.

“O mercado que tem menos oferta naturalmente vai precisar trabalhar com preços mais elevados para equilibrar as contas”, explicou.

Apesar da pressão sobre custos, Brasileiro descartou qualquer risco de desabastecimento de combustível no Brasil. Segundo ele, o país possui estrutura suficiente para garantir o abastecimento das companhias aéreas.

“O que deve acontecer, de fato, é aumento no preço das tarifas, porque a conta não fecha para as companhias”, concluiu.

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