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Dólar a R$ 4,99 surpreende, pode cair mais no curto prazo e vira oportunidade no longo, diz Nau Capital
Publicado 15/04/2026 • 11:14 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 15/04/2026 • 11:14 | Atualizado há 2 dias
KEY POINTS
A queda do dólar para R$ 4,99 reflete um movimento global de desvalorização da moeda americana, mas também evidencia a força específica do real, que tem se destacado entre moedas emergentes, avalia Maurício Valadares, CIO da Nau Capital. Segundo ele, o nível atual surpreende parcialmente o mercado.
“Existe de fato um movimento global de desvalorização do dólar, e o real tende a acompanhar seus pares, mas tem tido uma força até maior”, afirmou nesta quarta-feira (15), em entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Ele destacou que a moeda brasileira aprecia mais no ano do que peso mexicano, colombiano, chileno e o rand sul-africano.
De acordo com o executivo, o desempenho do real está ligado ao cenário internacional, especialmente ao ambiente de incertezas. “O grande tema do ano tem sido a guerra, e o Brasil se destaca justamente onde outros países são mais frágeis”, disse, citando a independência energética e a produção de alimentos como fatores de resiliência.
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Outro ponto central é o nível de juros no Brasil. “A nossa taxa de juros está muito alta, e isso tem um efeito relevante para a moeda”, explicou Valadares, destacando o papel do diferencial de juros na atração de capital externo.
Apesar disso, ele reconhece que o patamar atual do câmbio não era esperado. “A gente não tinha no cenário base um real nesse valor, então é uma surpresa em algum grau”, pontuou. Ainda assim, no curto prazo, não vê um descolamento relevante em relação a outras moedas emergentes.
Para horizontes mais longos, a leitura muda. “Para médio e longo prazo, a gente entende que é uma janela oportunística para comprar dólar.”
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O especialista também chamou atenção para o efeito de níveis simbólicos no mercado. “Quando atravessamos marcas como R$ 5, os investidores reavaliam suas posições”, ressaltou, indicando que esse tipo de movimento pode gerar oscilações mais bruscas.
Segundo ele, isso não significa necessariamente uma reversão de alta. “Não diria que o movimento acabou, pode haver continuidade da queda”, afirmou, destacando que investidores com posições compradas em dólar podem reduzir exposição e pressionar ainda mais a moeda.
“Esse ajuste pode levar o dólar inclusive a níveis mais baixos no curto prazo”, acrescentou.
Valadares destacou ainda que o diferencial de juros funciona como um importante amortecedor para o câmbio. “O carry trade é um colchão significativo para o real.”
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Segundo ele, a combinação de juros elevados e fluxo externo tende a sustentar a moeda brasileira. “Enquanto estivermos com juros acima de dois dígitos, a moeda tende a ficar mais protegida contra desvalorizações”, disse.
Por fim, o especialista apontou que o desempenho das exportações também ajuda a explicar a força do real. Mesmo com o câmbio mais valorizado, o Brasil registrou crescimento superior a 40% nas vendas externas no início do ano.
“O Brasil está bem-posicionado porque é forte em energia, alimentos e commodities, que são justamente os produtos mais demandados nesse cenário global”, explicou.
Ele destacou ainda que o contexto internacional favorece o país. “Com algumas regiões perdendo relevância ou confiabilidade, como Venezuela e Irã, o Brasil ganha espaço no mercado global”, concluiu.
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