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Eletrificação ganha espaço como estratégia para aumentar competitividade das empresas
Publicado 17/06/2026 • 16:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 17/06/2026 • 16:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A eletrificação deixou de ser apenas uma alternativa tecnológica e passou a integrar as estratégias de competitividade das empresas em um cenário marcado pela transição energética e pela busca por produtos mais sustentáveis, afirmou Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica e presidente do Comitê de Mobilização do Setor Privado das Renováveis da GRA.
Segundo ela, a competitividade empresarial deixou de ser medida apenas pelo preço e passou a incorporar critérios ligados à sustentabilidade e à redução das emissões de carbono.
“Hoje não estamos falando apenas de preço. Estamos falando também da qualidade do produto, e essa qualidade está associada à sustentabilidade e ao menor uso de carbono. A eletrificação reúne esses dois fatores: competitividade econômica e descarbonização”, destacou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quarta-feira (17).
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A executiva ressaltou que a expansão das fontes renováveis ao longo da última década reduziu significativamente os custos da geração de energia limpa, tornando a eletrificação uma alternativa cada vez mais atrativa para o setor produtivo.
“As energias renováveis se tornaram muito competitivas devido à escala alcançada pela tecnologia. Os empresários estão percebendo que substituir processos produtivos aumenta a segurança energética e reduz a dependência dos combustíveis fósseis e de fatores geopolíticos”, observou.
Elbia também apontou benefícios diretos para a produtividade das empresas. Segundo ela, processos eletrificados tendem a ser mais estáveis, previsíveis e eficientes.
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“A energia elétrica proveniente de uma rede mais estável oferece mais flexibilidade e mais segurança para os processos produtivos. Isso se traduz em ganhos de produtividade”, explicou.
Ela citou ainda exemplos ligados ao consumidor final, como o uso de veículos elétricos, que reduzem o tempo gasto com abastecimento e simplificam a rotina dos usuários.
“Quando você analisa todo o processo produtivo, a eletrificação tende a tornar as operações mais rápidas e mais eficientes”, acrescentou.
Questionada sobre os desafios da eletrificação em um país que ainda enfrenta gargalos de infraestrutura, a executiva reconheceu a necessidade de novos investimentos, mas avaliou que a expansão tecnológica e a robustez do sistema elétrico brasileiro favorecem a transição.
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“O Brasil possui um sistema interligado nacional muito robusto e uma forte redundância na transmissão de energia. Isso garante segurança no fornecimento e reduz riscos para quem investe na eletrificação”, ressaltou.
Segundo ela, o avanço da tecnologia da informação também tem ampliado a capacidade de previsão e gestão das redes elétricas, especialmente em um sistema com forte presença de fontes renováveis, como eólica, solar e hidrelétrica.
Elbia defendeu ainda a ampliação da infraestrutura de carregamento para veículos elétricos e novos investimentos em redes de distribuição, destacando que esse movimento também pode estimular a economia. “A eletrificação cria uma nova cadeia produtiva, gera empregos, exige capacitação profissional e contribui para uma nova etapa de crescimento econômico”, afirmou.
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Para a executiva, a transição energética também fortalece a imagem das empresas perante consumidores, investidores e profissionais qualificados.
“A sociedade está cada vez mais consciente da necessidade da transição energética por causa dos efeitos das mudanças climáticas. Isso influencia a escolha por empresas que demonstrem compromisso com essa agenda”, destacou.
Ela citou eventos climáticos recentes no Brasil como fatores que ampliaram a percepção pública sobre a importância da sustentabilidade.
“As empresas que oferecem produtos e serviços alinhados à transição energética passam a ser vistas de forma mais positiva por uma sociedade cada vez mais preocupada com as mudanças climáticas”, concluiu.
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