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Âmbar Energia, dos irmãos Batista, avança sobre termoelétricas e mira posto de maior geradora privada do país
Publicado 18/05/2026 • 06:00 | Atualizado há 31 minutos
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Publicado 18/05/2026 • 06:00 | Atualizado há 31 minutos
EDF – Norte Fluminense.
Âmbar EDF conclui venda da usina termelétrica Norte Fluminense para Âmbar Energia por R$ 1,4 bilhão no Brasil
Os irmãos Joesley e Wesley Batista não desaceleram. Em pouco mais de uma década, a família acumulou um dos portfólios mais diversificados do setor elétrico brasileiro, e a Âmbar Energia, braço energético da holding J&F Investimentos, acaba de dar mais um passo nessa direção com a compra de cinco termoelétricas da Bolognesi Energia.
O negócio envolve usinas localizadas nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Goiás, com capacidade total de geração de 766 megawatts. Quatro das unidades são movidas a óleo combustível e uma a biomassa. Todas possuem contratos ativos de fornecimento de energia, três deles com vigência até 2042 e dois até 2044.
A J&F confirmou a aquisição, mas não divulgou o valor do negócio. A Bolognesi Energia, empresa fundada em Porto Alegre e hoje sediada em São Paulo, informou em nota que a transação está sujeita às aprovações regulatórias de praxe.
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Com as novas usinas, a capacidade instalada da Âmbar se aproxima da hidrelétrica de Tucuruí, operada pela Axia com 8,5 gigawatts, e da Auren Energia, controlada pelo grupo Votorantim e pelo fundo canadense CPP, com potencial de geração de 8,8 gigawatts a partir de fontes hídricas, eólicas e solares.
A comparação coloca a companhia dos Batista em uma posição que poucos grupos privados alcançaram no país em tão pouco tempo.
Fundada em 2015 com foco em geração térmica, comercialização e transmissão, a Âmbar foi ampliando o escopo de atuação ao longo dos anos. Em 2024 e 2025, a companhia intensificou o ritmo de aquisições e passou a operar também no segmento de distribuição, ao assumir o controle da Amazonas Energia.
Em março deste ano, a Âmbar concluiu a compra da Usina Termelétrica Norte Fluminense e do projeto Norte Fluminense 2, do grupo francês EDF, em Macaé, no Rio de Janeiro. A usina opera em ciclo combinado a gás natural da Bacia de Campos, com três turbinas a gás e uma a vapor, somando 827 MW de capacidade.
O movimento de maior peso, porém, veio em outubro do ano passado, quando a J&F entrou no capital da Eletronuclear, estatal responsável pelas usinas de Angra 1 e Angra 2 e pelo projeto de Angra 3. A operação foi fechada com a antiga Eletrobras, hoje Axia Energia, por cerca de R$ 535 milhões, além de garantias de empréstimos e obrigações de integralização de debêntures no valor de R$ 2,4 bilhões.
A entrada no segmento nuclear representou uma virada no perfil do grupo, que deixou de ser apenas um operador térmico para se tornar um dos poucos agentes privados com presença em toda a cadeia de geração elétrica do Brasil.
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