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Consumo nacional de energia elétrica cresceu 3,8%, aponta EPE
Publicado 05/06/2026 • 19:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 05/06/2026 • 19:00 | Atualizado há 2 horas
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Torres de energia
O consumo nacional de energia elétrica cresceu 3,8% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2025, para 49.591 gigawatts-hora (GWh), revertendo a tendência de queda vista nos dois meses anteriores. Todas as regiões aumentaram seu consumo, com destaque para o Norte, com expansão de 7,6%; seguido pelo Nordeste, com avanço de 4,9%; Sudeste, com consumo 3,3% maior; Sul, com alta de 2,9%; e Centro-Oeste, com +1,6%. As informações foram divulgadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Entre as classes de consumo, destaque para a residencial, que registrou aumento de 8,7% no consumo, para 16.153 GWh, na maior taxa de crescimento observada desde junho de 2024. Segundo a EPE, o desempenho pode ter sido influenciado pelas temperaturas mais elevadas em parte significativa do País e pela ocorrência de onda de calor, fatores que podem ter intensificado o uso de equipamentos de climatização. Adicionalmente, a instituição cita que o ciclo de faturamento de algumas distribuidoras pode ter contribuído para a elevação observada no período.
A classe comercial apresentou expansão de 5,6% no consumo em abril, na comparação anual, para 9.584 GWh, no maior valor mensal da série histórica da EPE, iniciada em 2004. Para a instituição, o resultado reflete dados do desempenho da atividade econômica. Além disso, a ocorrência de temperaturas mais elevadas e a vigência da bandeira tarifária verde, sem cobrança adicional nas tarifas de energia elétrica, podem ter contribuído para o desempenho.
Já as indústrias demandaram 1,4% mais, somando 16.905 GWh. Entre os 37 setores monitorados pela EPE, 22 consumiram mais. Entre os dez setores mais eletrointensivos, oito elevaram o consumo, com destaque para Extração de Minerais
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Metálicos (+7,4%; +95 GWh) e Fabricação de Produtos Alimentícios (+4,6%; +107 GWh). Também apresentaram crescimento: Produtos de Borracha e Material Plástico (+3,4%; +34 GWh), Automóveis (+2,8%; +17 GWh), Produtos Têxteis (+2,3%; +12 GWh), Produtos de Minerais Não-Metálicos (+1,4%; +18 GWh), Produtos de Metal (+1,2%; +4 GWh) e Produtos Químicos (+0,4%; +6 GWh). Na outra ponta, o consumo de eletricidade caiu nos setores de Metalurgia (-1,0%; -42 GWh) e Papel e Celulose (-2,4%; -21 GWh).
Na avaliação por ambiente de contratação, o mercado livre respondeu por 44,9% do consumo nacional, com 22.261 GWh, crescimento de 4,5% no consumo frente a abril de 2025. O número de consumidores atendidos nesse segmento subiu 22,5% no período. Já o mercado regulado, atendido pelas das distribuidoras, respondeu por 55,1% do consumo nacional, com 27.331 GWh, alta anual de 3,1%. Já o número de consumidores cresceu 1,7% no período.
A EPE cita que, desde a abertura do mercado livre para todos os consumidores do grupo A (alta tensão), em janeiro de 2024, houve migração para o mercado livre de energia de mais de 47 mil consumidores. Segundo relatório de migração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de abril de 2026, há previsão de mais de 10 mil consumidores migrarem em 2026.
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