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Fernanda Rocha: Juros altos e busca por segurança impulsionam recorde do Tesouro Direto
Publicado 28/09/2026 • 20:22 | Atualizado há 44 minutos
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Publicado 28/09/2026 • 20:22 | Atualizado há 44 minutos
KEY POINTS
A combinação entre juros elevados, maior acesso a informações financeiras e busca por segurança ajuda a explicar o aumento dos investimentos no Tesouro Direto, segundo Fernanda Rocha, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta segunda-feira (28), Fernanda avaliou que o atual nível dos juros tornou a relação entre risco e retorno da renda fixa especialmente atraente, ao mesmo tempo em que novas plataformas facilitaram o acesso do brasileiro aos investimentos.
“Definitivamente, a taxa de juros alta, da forma como a gente viu nos últimos quatro anos, tornou a relação risco-retorno muito atrativa”, destacou.
Segundo ela, episódios recentes envolvendo instituições financeiras e empresas também aumentaram a preocupação dos investidores com risco de crédito, favorecendo a procura por títulos públicos.
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“O investidor brasileiro queria olhar só para a taxa, renegando muitos riscos e procurando as taxas altas sem olhar o risco”, observou. Para ela, esse comportamento começa a mudar à medida que mais pessoas procuram entender os produtos nos quais investem.
Um dos sinais dessa transformação aparece no valor das operações. Segundo Fernanda Rocha, mais de 55% das aplicações foram realizadas com montantes de até R$ 1 mil, enquanto houve crescimento de aproximadamente 20% no número de CPFs negociando títulos públicos. “Isso é um ganho exorbitante para o nosso povo como um todo, que não é acostumado a olhar para investimentos, pensar sobre investimentos”, avaliou.
Para a assessora de investimentos, o avanço das aplicações de menor valor indica que o acesso ao mercado está se ampliando, ajudado pela evolução das plataformas e pela maior disponibilidade de informações.
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O recorde de cerca de R$ 15 bilhões em aplicações no Tesouro Direto, entretanto, precisa ser observado juntamente com os resgates e vencimentos ocorridos no período, ressaltou Fernanda Rocha.
“Esses R$ 15 bilhões de demanda que a gente teve por investidor brasileiro não significam que a gente teve um saldo positivo nesse mês”, explicou. Segundo ela, resgates e vencimentos superaram R$ 17 bilhões em agosto.
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Siga o Times | CNBCRocha chamou atenção ainda para uma mudança na composição dos títulos procurados pelos investidores. Segundo ela, enquanto parte dos papéis que venceram estava vinculada ao IPCA, a demanda se concentrou em títulos pós-fixados ligados à Selic.
Esse movimento é positivo sob a perspectiva do investidor que procura segurança e rentabilidade, mas traz uma consequência para o perfil da dívida pública, avaliou.
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De acordo com a notável, a meta para a parcela da dívida vinculada a títulos pós-fixados, inicialmente estabelecida em até 50%, foi elevada para 53%, enquanto a participação já alcança 52,74%. “Isso realmente é muito ruim porque traz uma falta de previsibilidade para a nossa dívida”, ponderou.
Para decidir entre Tesouro Selic, títulos prefixados ou papéis vinculados à inflação, Fernanda Rocha recomenda que o investidor acompanhe a taxa básica de juros, as decisões do Copom, os indicadores de inflação e o comportamento dos juros futuros.
“Você acompanhando esses indicadores, vai ter uma visibilidade muito boa para saber se é hora de acelerar e alongar esses vencimentos, pegar o prefixado ou o IPCA, ou se mantém sendo muito bem remunerado no Tesouro Selic”, explicou.
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Enquanto os juros permanecerem elevados, o pós-fixado continua oferecendo remuneração atraente e pode funcionar como reserva de emergência ou de caixa, segundo Fernanada. Uma eventual combinação de queda da inflação e redução dos juros, porém, diminuiria gradualmente essa rentabilidade.
Nesse cenário, investidores que tenham antecipado o movimento e alongado os vencimentos em títulos prefixados ou vinculados ao IPCA poderão se beneficiar da mudança das condições do mercado, concluiu.
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