Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Copom abre espaço para novos cortes da Selic, mas inflação ainda limita ritmo
Publicado 18/06/2026 • 14:38 | Atualizado há 5 meses
As Sete Magníficas perdem US$ 1 trilhão: os números mais impressionantes da queda de ações de tecnologia
Ações de IA desabam: Nvidia e Qualcomm perdem mais de 9%, e Nasdaq registra pior pregão desde abril de 2025
Dow Jones enfrenta queda de 1.500 pontos e perde ganhos após eleições; Nasdaq recua 5%
OpenAI promete pagar pela energia de data centers após eleições destacarem preocupações com IA
Vendas do Nintendo Switch 2 despencam 41% em meio à alta de preços e à escassez de memória
Publicado 18/06/2026 • 14:38 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,25% ao ano, manteve aberta a possibilidade de novos cortes nos próximos meses, segundo Gabriel Arian, analista-chefe da Cultura Capital.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Arian afirmou que a redução já era amplamente esperada pelo mercado. O principal ponto de atenção, segundo ele, estava na sinalização do Banco Central para os próximos passos da política monetária.
Na avaliação do analista, o comunicado divulgado após a reunião deu espaço para novas reduções da taxa básica de juros, mas a intensidade do movimento dependerá dos indicadores econômicos que serão divulgados nas próximas semanas. “Eu acredito que ainda virão mais alguns cortes de 0,25 antes de uma manutenção durante este ano de 2026”, disse.
Arian destacou, porém, que o cenário continua condicionado ao comportamento da inflação. Segundo ele, as projeções mais recentes apontam alta tanto para a inflação quanto para a Selic nas últimas semanas, o que pode limitar o ritmo de flexibilização monetária.
“O Banco Central faz o que pode com o que tem. Se a inflação sobe para este ano e para o ano que vem, o instrumento disponível para conter esse avanço é a taxa de juros”, afirmou.
Para o analista, a decisão de reduzir a Selic foi sustentada por dados recentes da economia, especialmente os indicadores de atividade, varejo e mercado de trabalho. Apesar disso, ele avalia que o espaço para cortes permanece restrito.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCSegundo Arian, a política monetária continua afetando diretamente setores importantes da economia. Ele citou o encarecimento do crédito, o aumento da inadimplência e os desafios enfrentados pelo varejo em um ambiente de juros elevados.
“Com uma Selic alta, o acesso ao crédito fica mais difícil. Isso impacta investimentos, consumo e aumenta a pressão sobre diversos setores da economia”, explicou.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros inalterados. Para Arian, o tom adotado pelo novo presidente da instituição, Kevin Warsh, foi mais rígido do que o esperado pelo mercado, o que contribuiu para a valorização do dólar e para a reação negativa das bolsas.
“Ele foi muito duro na sua fala. Houve a manutenção dos juros e não houve espaço para sinalizações mais claras de cortes”, afirmou.
O analista ressaltou ainda que o Fed evitou indicar uma trajetória definida para a política monetária americana e que as próximas decisões dependerão dos indicadores econômicos e dos efeitos persistentes das tensões geopolíticas sobre a inflação.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Alertas de bomba atingem voos na França, Itália e Bulgária; caças são acionados
2
Ações da Toyota Industries despencam com plano de compra de $33 bilhões — maior queda em 10 meses
3
Companhias aéreas confirmam ameaças falsas de bomba após alertas atingirem 14 voos na Europa
4
Entidades criticam manutenção da taxa de juros; comércio vê cautela como necessária
5
“Master paraguaio”: escândalo de mais de US$ 167 milhões tem queda do presidente do Banco Central, dinheiro de clientes bloqueado e protestos pelo país
Dívida externa avança 27,4% na gestão Lula, supera as reservas e Brasil deixa de ser credor externo líquido após 19 anos
Fundo de ações brasileiras cai 27% nesta segunda e dólar futuro vai a R$ 5,55 em Chicago após vitória de Lula; há temores de circuit breaker