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Juros e Selic

Selic deve seguir em dois dígitos por até três anos

Publicado 19/06/2026 • 23:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Brasil mantém inflação acima da meta e pressões fiscais, o que sustenta postura cautelosa do Banco Central
  • Especialista avalia que o país já “contratou” juros de dois dígitos por cerca de três anos
  • Crescimento econômico deve permanecer limitado entre 2% e 2,5%, com custo de capital elevado pressionando empresas e aumentando recuperações judiciais

A Selic deve permanecer em dois dígitos pelos próximos anos, em meio a um cenário de incertezas globais, pressão inflacionária e desafios fiscais no Brasil. A avaliação é do especialista em mercado financeiro e sócio da HB Escola de Negócios, Wudson Bessa, que vê um ambiente mais difícil para cortes de juros e maior persistência da política monetária restritiva.

Segundo o economista, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o ano começou com expectativa de flexibilização mais consistente da Selic, mas o cenário internacional alterou essa trajetória. A guerra no Oriente Médio e as tensões envolvendo Estados Unidos e Irã pressionaram o preço do petróleo e ampliaram a volatilidade global, dificultando o controle da inflação.

“A verdade é que o preço do petróleo nesse patamar mais elevado por muito tempo já causou um estrago”, afirmou. Para ele, os efeitos inflacionários se espalham pela economia e reduzem o espaço para novos cortes de juros, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, onde o mercado de trabalho segue aquecido.

No caso brasileiro, Bessa destaca que a inflação continua acima da meta, com projeções ainda elevadas para os próximos anos, além de pressões fiscais e parafiscais. Esse conjunto de fatores mantém o Banco Central em posição cautelosa, mesmo após o corte recente de 0,25 ponto percentual.

Nesse contexto, o economista avalia que o país já trabalha com a perspectiva de juros de dois dígitos por um período prolongado. “A gente parece que já contratou taxas de dois dígitos para mais uns três anos”, disse.

O impacto desse cenário também aparece no crescimento econômico. Segundo ele, o Produto Interno Bruto deve permanecer limitado em torno de 2% a 2,5%, sem grandes mudanças mesmo com eventuais ajustes na taxa Selic. O custo de capital elevado, somado ao endividamento das empresas, já pressiona setores produtivos e aumenta o número de recuperações judiciais.

Bessa lembra que muitas companhias se alavancaram quando a Selic estava em níveis historicamente baixos, em 2020, e foram surpreendidas pela rápida elevação dos juros. Esse movimento, afirma, agravou dificuldades financeiras em parte do setor corporativo.

Para os próximos anos, o especialista destaca que o crescimento sustentável dependerá principalmente da trajetória fiscal do país. Sem uma política mais contida de gastos públicos, avalia, o espaço para queda consistente da Selic continuará limitado, mantendo os juros como um dos principais entraves ao desempenho da economia brasileira.

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