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Acordo para socorro ao BRB avança e depende de etapa final com bancos
Publicado 02/08/2026 • 18:02 | Atualizado há 57 minutos
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Publicado 02/08/2026 • 18:02 | Atualizado há 57 minutos
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Reprodução/Agência Brasília
BRB
O plano de recuperação do Banco de Brasília (BRB) segue em negociação com algumas das maiores instituições financeiras do país para viabilizar um socorro de até R$ 6,6 bilhões. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou neste domingo (2), em evento no qual foi oficializada candidata à reeleição pelo PP, que a instituição será recuperada e que o acordo está próximo de ser concluído.
Segundo Celina, o processo depende atualmente da organização do consórcio de bancos que participará da operação, sob coordenação do Banco do Brasil.
A governadora afirmou que falta a assinatura do acordo já firmado no Supremo Tribunal Federal (STF), mas disse que o processo tem avançado mais lentamente enquanto são reunidos documentos das instituições que integrarão o grupo.
O plano foi homologado pelo ministro Luiz Fux, do STF, em maio e prevê que o Distrito Federal possa contratar um empréstimo com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para reforçar o capital do BRB.
A operação poderá chegar a R$ 6,6 bilhões. Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Bradesco, BTG Pactual e Santander estão entre as instituições envolvidas nas discussões para fornecer garantias ao financiamento.
Apesar da avaliação de Celina de que o acordo está próximo de uma conclusão, bancos envolvidos nas conversas avaliam que as negociações avançaram pouco nos últimos dias.
Leia também: BRB afirma que processo de capitalização segue em andamento e com critérios técnicos
Pelo desenho homologado pelo STF, o financiamento seria concedido pelo FGC ao Governo do Distrito Federal, que destinaria os recursos à capitalização do BRB.
Um grupo de instituições financeiras forneceria fiança para respaldar a operação. Em contrapartida, o Distrito Federal poderia oferecer como contragarantia recursos dos fundos de participação previstos na Constituição. A autorização foi incorporada à legislação distrital em junho.
Parte dos bancos privados, porém, vê risco jurídico nesse modelo. A preocupação é que a vinculação dessas transferências constitucionais como contragarantia seja posteriormente questionada na Justiça.
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Siga o Times | CNBCInstituições privadas também defendem maior participação de Banco do Brasil e Caixa na estrutura de garantias da operação.
Celina afirmou que o Banco do Brasil está conduzindo a etapa de documentação das instituições que devem formar o consórcio.
Leia também: Caso Master: AGU se reúne com “bancões” e Fazenda para tentar destravar socorro de R$ 6,6 bilhões ao BRB
A necessidade de capitalização do BRB ocorre após os prejuízos relacionados às operações com o Banco Master.
Durante o governo de Ibaneis Rocha (MDB), quando Celina ocupava a Vice-Governadoria, o BRB tentou adquirir o Master, então controlado por Daniel Vorcaro. A operação não foi concluída e os negócios entre as instituições deixaram perdas bilionárias para o banco público.
A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude envolvendo o Master e as operações realizadas com o BRB.
O Distrito Federal é o acionista controlador do BRB e precisou buscar uma alternativa para reforçar o capital da instituição depois dos prejuízos.
Celina afirmou neste domingo que considera a recuperação do banco uma responsabilidade de seu governo e criticou adversários que, segundo ela, abordam a crise sem apresentar propostas para solucionar a situação.
A governadora assumiu o comando do Distrito Federal em 30 de março, após a renúncia de Ibaneis Rocha.
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