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Economia Brasileira

Durigan rebate BC e nega risco de inflação em medidas de crédito do governo

Publicado 29/06/2026 • 13:10 | Atualizado há 56 minutos

KEY POINTS

  • Durigan nega que programas de crédito do governo representem risco de inflação
  • Banco Central havia citado medidas fiscais e de crédito como risco altista no último Relatório de Política Monetária
  • Ministro defende Desenrola Adimplentes e crédito do trabalhador como medidas pontuais sem impacto macroeconômico
dario durigan

MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Dario Durigan

Nesta segunda-feira (29), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que as medidas de crédito e redução de juros lançadas pelo governo neste ano representem risco de inflação. A declaração contraria o alerta feito pelo Banco Central na semana passada.

Segundo o Estadão, o BC apontou, no Relatório de Política Monetária divulgado na quinta-feira (25), que as ações fiscais e de crédito do governo são um risco para cima à inflação, o que contribuiu para um balanço com assimetria altista.

Leia também: Desenrola Adimplentes, Fies e FGTS no consignado: entenda quem pode aderir e como funcionam as novas regras

Durigan questiona leitura do banco central

Ao comentar o tema durante o lançamento do Desenrola Adimplentes, Durigan disse que o debate econômico brasileiro costuma buscar respostas simples para problemas complexos. Conforme o ministro, parte das críticas às medidas do governo funciona como álibi para evitar enfrentar questões mais difíceis.

Ainda de acordo com o Estadão, o Banco Central havia justificado a preocupação afirmando que as medidas fiscais e de crédito recém aprovadas ainda geram incertezas sobre a magnitude de seu impacto na atividade econômica e na inflação.

Crédito pontual não altera equilíbrio, diz ministro

Para Durigan, programas como o Desenrola, voltado à renegociação de dívidas, e o Move Brasil, direcionado à aquisição de veículos por motoristas de aplicativo, têm efeito apenas individual. Segundo ele, essas iniciativas melhoram a situação financeira de quem acessa o crédito, sem gerar distorção na economia como um todo.

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Durigan afirmou que as medidas atendem setores específicos sem prejudicar a política monetária conduzida pelo Banco Central. O ministro também citou as ações do governo voltadas ao controle de preços de combustíveis como um fator que ajudou a autarquia no trabalho de conter a inflação.

Consignado privado ganha novo teto de juros

Na mesma ocasião, Durigan informou que o governo dobrou o volume de recursos do crédito consignado privado entre 2025 e 2026. A partir de agora, essa modalidade passa a ter limite de juros de 1,99% ao mês.

O ministro também anunciou que trabalhadores formais poderão usar o FGTS como garantia na contratação do consignado privado. Quando a operação for feita por bancos, a garantia do fundo cobre 50% do valor. Já nas contratações via carteira de trabalho, a cobertura sobe para 100%.

Desenrola amplia atendimento a informais

O Desenrola Adimplentes, programa lançado nesta segunda-feira (29), passa a atender trabalhadores informais que estejam em dia com suas dívidas. A taxa de juros máxima da linha também foi fixada em 1,99% ao mês.

Conforme Durigan, o programa atenderá quem já pagou ao menos quatro parcelas das dívidas e não está com atraso superior a 90 dias. O valor total da nova operação não pode superar em 90% o montante da dívida anterior, e o saldo das operações deve ficar limitado a R$ 15 mil.

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