Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Indústria não vê alívio mesmo com expectativa de novo corte da Selic e alerta para impacto dos juros elevados
Publicado 04/08/2026 • 13:34 | Atualizado há 3 meses
As Sete Magníficas perdem US$ 1 trilhão: os números mais impressionantes da queda de ações de tecnologia
Ações de IA desabam: Nvidia e Qualcomm perdem mais de 9%, e Nasdaq registra pior pregão desde abril de 2025
Dow Jones enfrenta queda de 1.500 pontos e perde ganhos após eleições; Nasdaq recua 5%
OpenAI promete pagar pela energia de data centers após eleições destacarem preocupações com IA
Vendas do Nintendo Switch 2 despencam 41% em meio à alta de preços e à escassez de memória
Publicado 04/08/2026 • 13:34 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Mesmo com a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na reunião desta quarta-feira (05), levando os juros para 14% ao ano, a indústria brasileira ainda não enxerga sinais concretos de recuperação. Segundo Cléber Castro, gerente de Política Econômica da CNI, mesmo com a redução prevista para a reunião do Copom, a taxa de juros no Brasil ainda se encontra em um patamar demasiadamente alto.
De acordo com Cléber, a política monetária continua em um nível contracionista há cerca de 55 meses. “Os juros no Brasil hoje giram em torno de 10% ao ano em termos reais, enquanto a taxa de juros neutra calculada pelo próprio Banco Central está próxima de 5%. Ainda existe uma gordura muito grande para ser queimada”, explica.
Segundo o gerente de Política Econômica da CNI, esse diferencial impacta fortemente a indústria, e o resultado da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), que mostrou queda da produção, é um reflexo natural desse cenário. “Juros e carga tributária elevados e alto custo da matéria-prima… Tudo isso vai levando a indústria de transformação a ‘andar de lado’ e eventualmente cair.”
Leia também: IPCA-15 abaixo do esperado reforça aposta em corte da Selic e derruba juros futuros
Outro dado da pesquisa mostra que 53% das empresas acreditam que precisarão ampliar a busca por crédito para financiar suas operações. Entre elas, 38% esperam contratar empréstimos com juros ainda mais elevados. De acordo com a avaliação de Cléber, a consequência disso é direta na formação dos preços. Se o custo financeiro aumenta, o empresário tende, sempre que possível, a repassar esse aumento para os preços. “Quem consegue repassar, repassa. Quem não consegue, reduz sua margem de lucro”, explica.
Em ambos os cenários, o resultado é negativo para a economia. “Se houver repasse, há pressão inflacionária pelo lado da oferta. E no outro caso, se o empresário perder a margem, ele pode até mesmo sair do mercado, o que, no limite, vai levar a queda de emprego e a queda de renda.”
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCPara o executivo, a perspectiva não é boa para a retomada da indústria neste ano, justamente pelos fatores elencados: juros elevados, carga tributária elevada e o próprio cenário econômico. Neste ano, boa parte do crescimento da indústria deverá vir da indústria extrativa, que depende mais do ciclo das commodities do que da conjuntura econômica. Já a indústria de transformação, que é a mais sensível ao custo do crédito, tende a permanecer praticamente estável.
Leia também: Pausa nos cortes da Selic pode criar alerta para pressão persistente nos juros
Cléber afirma que existe uma relação direta entre esse desempenho e a política monetária. A Selic permanece em um patamar muito elevado há muito tempo. O empresário tenta obter crédito, encontra dificuldade e, quando consegue financiamento, ele vem com um custo muito alto. “Isso afeta diretamente tanto a produção quanto os investimentos.”
Segundo a CNI, enquanto os juros permanecerem elevados por um período prolongado, a tendência é de continuidade da pressão sobre os investimentos, o crédito e o desempenho da indústria brasileira.
Leia mais: CNI: redução ponto porcentual na taxa de juros Selic é insuficiente e piora endividamento
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Alertas de bomba atingem voos na França, Itália e Bulgária; caças são acionados
2
Ações da Toyota Industries despencam com plano de compra de $33 bilhões — maior queda em 10 meses
3
Companhias aéreas confirmam ameaças falsas de bomba após alertas atingirem 14 voos na Europa
4
Entidades criticam manutenção da taxa de juros; comércio vê cautela como necessária
5
“Master paraguaio”: escândalo de mais de US$ 167 milhões tem queda do presidente do Banco Central, dinheiro de clientes bloqueado e protestos pelo país