Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Queda de dividendos e socorro aos Correios pressionam Orçamento de 2027 em R$ 26,3 bilhões
Publicado 05/11/2026 • 12:20 | Atualizado há 6 minutos
ALERTA DE MERCADO:
Nasdaq recua 3% diante do nervosismo pós-eleição em Wall Street
OpenAI promete pagar pela energia de data centers após eleições destacarem preocupações com IA
O que os bilionários de Wall Street estão dizendo sobre a vitória esmagadora dos democratas nas eleições de meio de mandato
Dow Jones dispara 1.500 pontos e registra seu melhor pregão desde abril de 2025 após vitória expressiva dos democratas
Ações da Snap caem mais de 10% após receita do terceiro trimestre ficar abaixo das expectativas
Ações da Qualcomm caem 5% devido à previsão de lucros fracos, já que a escassez de memória afeta as vendas de smartphones
Publicado 05/11/2026 • 12:20 | Atualizado há 6 minutos
KEY POINTS
Foto: Estadão
A redução das receitas com dividendos de empresas estatais e o aumento dos aportes financeiros devem piorar em R$ 26,3 bilhões o equilíbrio do Orçamento federal de 2027, em comparação com este ano. O cenário combina menor arrecadação e maior necessidade de recursos públicos, em meio aos desafios do governo para cumprir a meta fiscal.
Segundo o Tesouro Nacional, a previsão de receitas com dividendos das estatais cairá de R$ 51,5 bilhões, em 2026, para R$ 30,9 bilhões no próximo ano. A redução é de R$ 20,6 bilhões, aproximadamente 40%. Esses valores correspondem à parcela dos lucros das empresas públicas repassada à União.
Do lado das despesas, os aportes financeiros às estatais devem subir de R$ 257 milhões, em 2026, para R$ 6 bilhões em 2027. O aumento está relacionado principalmente ao plano de socorro aos Correios, que enfrentam dificuldades financeiras e passam por uma reestruturação. Os dados constam do Relatório de Riscos Fiscais da União, divulgado pelo Tesouro Nacional, conforme informou o jornal O Globo.
A estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e acumulou perdas de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. Mesmo com as medidas de reorganização, o Tesouro alerta que a situação financeira da empresa pode continuar se agravando.
Leia também: Durigan critica Selic a 13,75% e diz que governo prepara medidas para criar condições de redução dos juros
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO relatório de riscos fiscais também aponta a possibilidade de aportes emergenciais em outras empresas públicas, como Eletronuclear, Casa da Moeda e companhias responsáveis pela administração de portos.
Além disso, as estatais federais acumularam déficit primário de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, o maior déficit do período desde o início da série histórica, em 2002. O levantamento do Banco Central não inclui Petrobras, Eletrobras e bancos públicos.
A pressão sobre as contas públicas ocorre em um momento de busca pelo equilíbrio fiscal. Para 2027, o governo terá de perseguir uma meta de superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 73,2 bilhões.
A equipe econômica também já anunciou que precisará remanejar cerca de R$ 20 bilhões no Orçamento do próximo ano para acomodar medidas de estímulo econômico anunciadas durante a campanha eleitoral. A combinação de receitas menores, necessidade de aportes e novas despesas amplia o desafio fiscal do governo para 2027.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Alertas de bomba atingem voos na França, Itália e Bulgária; caças são acionados
2
Ações da Toyota Industries despencam com plano de compra de $33 bilhões — maior queda em 10 meses
3
Companhias aéreas confirmam ameaças falsas de bomba após alertas atingirem 14 voos na Europa
4
Entidades criticam manutenção da taxa de juros; comércio vê cautela como necessária
5
“Master paraguaio”: escândalo de mais de US$ 167 milhões tem queda do presidente do Banco Central, dinheiro de clientes bloqueado e protestos pelo país