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Vale tem melhor trimestre desde 2018, com alta na produção de minério de ferro e avanço em cobre e níquel

Publicado 21/10/2025 • 19:45 | Atualizado há 8 meses

KEY POINTS

  • A produção de minério de ferro somou 94,4 milhões de toneladas, alta de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • No segmento de cobre, a produção atingiu 90,8 mil toneladas, alta de 6%, com destaque para o complexo de Salobo, que cresceu 6,4 kt e manteve estabilidade operacional.
  • A produção de níquel ficou praticamente estável, em 46,8 mil toneladas, mas o início das operações do segundo forno de Onça Puma adicionou 15 kt/ano à capacidade total, que passa a 40 kt/ano.

A Vale encerrou o terceiro trimestre de 2025 com o melhor resultado operacional desde 2018, impulsionada pela recuperação da produção de minério de ferro e pelo desempenho consistente de cobre e níquel. Segundo relatório divulgado nesta terça-feira (21), todos os negócios da companhia caminham para o limite superior do guidance anual, em meio à melhora de preços e ganhos de eficiência.

A produção de minério de ferro somou 94,4 milhões de toneladas, alta de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O S11D, no Sistema Norte, registrou recorde trimestral de 23,6 Mt, compensando reduções em outras frentes. As vendas alcançaram 86 Mt, avanço de 5%, com preço médio realizado de US$ 94,4 por tonelada, alta de 4,2% na comparação anual. Já a produção de pelotas recuou 23%, para 8 Mt, diante da estratégia de redirecionar o pellet feed para vendas de finos.

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No segmento de cobre, a produção atingiu 90,8 mil toneladas, alta de 6%, com destaque para o complexo de Salobo, que cresceu 6,4 kt e manteve estabilidade operacional. As vendas subiram 19,7%, com preço médio de US$ 9.818 por tonelada, refletindo o aumento das cotações internacionais e menores descontos na LME. No Brasil, a produção totalizou 72,3 kt, com avanço de 13,7% em Salobo e leve queda em Sossego.

A produção de níquel ficou praticamente estável, em 46,8 mil toneladas, mas o início das operações do segundo forno de Onça Puma adicionou 15 kt/ano à capacidade total, que passa a 40 kt/ano. As vendas avançaram 5,7%, enquanto o preço médio realizado, de US$ 15.445 por tonelada, recuou 9,2% na comparação anual. Sudbury aumentou em 45% o volume de minério lavrado e Voisey’s Bay registrou recorde histórico de produção na refinaria de Long Harbour.

Nos metais associados à transição energética, a Vale também apresentou crescimento: o cobalto subiu 35%, para 964 toneladas, e o ouro, 8,7%, somando 112 mil onças troy. Somados, os subprodutos alcançaram 49 mil toneladas equivalentes de cobre, um salto de 32,4% em relação ao ano anterior.

Para o analista Vinicius Torres Freire, o resultado da Vale no terceiro trimestre confirma a capacidade da mineradora de entregar eficiência operacional mesmo em um ambiente global de menor apetite por commodities. Segundo ele, o avanço de 4% na produção de minério de ferro, aliado ao desempenho consistente de cobre e níquel, mostra uma empresa que “voltou a operar perto de sua plenitude industrial, mas ainda depende do ciclo externo e do humor da China”.

Freire observa, no entanto, que o ponto de alerta continua sendo a demanda chinesa e o preço do minério, que, embora estável, ainda reflete um mercado “em recuperação parcial e vulnerável a oscilações de política industrial e imobiliária em Pequim”. O analista ressalta que a Vale está mais disciplinada em custos e capital, mas lembra que “seu destino continua atrelado a uma Ásia menos pujante e a uma transição energética que avança de forma desigual”.

Para 2025, a companhia reafirmou seu guidance de produção, prevendo 325 a 335 Mt de minério de ferro, 31 a 35 Mt de pelotas, 340 a 370 kt de cobre e 160 a 175 kt de níquel.

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