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Varejo aposta em expansão especializada para crescer com menos riscos
Publicado 22/06/2026 • 13:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 22/06/2026 • 13:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A busca por crescimento mais eficiente e menos arriscado tem levado varejistas brasileiros a terceirizar estratégias de expansão, afirmou a country manager da Retail Mind no Brasil, Manoela Whitaker. Segundo ela, o cenário atual exige decisões mais precisas sobre localização, perfil do consumidor e oportunidades de mercado, permitindo que as marcas concentrem esforços em suas atividades principais.
Na avaliação da executiva, o consumidor brasileiro se tornou mais criterioso, tornando a expansão uma atividade cada vez mais especializada.
“As marcas precisam focar no que realmente é o core do negócio delas. Quando você tem uma empresa especializada em expansão, ganha mais rentabilidade e consegue direcionar seus esforços para produto, visual merchandising e outras áreas estratégicas”, explicou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta segunda-feira (22).
Manoela afirmou que o conhecimento aprofundado sobre shopping centers e comportamento de consumo passou a ser um diferencial importante para reduzir riscos em processos de crescimento.
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“A gente sabe negociar com os shoppings, sabe onde a marca deve estar, qual corredor faz sentido, qual fluxo de pessoas é adequado e qual é o ponto correto para cada operação. Isso é o que fazemos todos os dias”, destacou.
Segundo a executiva, a principal contribuição das consultorias especializadas está na capacidade de transformar informações de mercado em decisões mais assertivas.
Ela explicou que o acompanhamento constante dos empreendimentos comerciais permite identificar oportunidades que muitas vezes passam despercebidas pelas empresas.
“Conhecemos exatamente quem é o público de cada shopping e qual é o público do nosso cliente. Isso facilita muito o processo. Muitas marcas não têm tempo para acompanhar todas as oportunidades que surgem e acabam perdendo negócios importantes”, afirmou.
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Para Manoela, a análise de dados e o conhecimento do mercado ajudam a evitar escolhas equivocadas e aumentam as chances de sucesso das novas unidades.
A executiva também destacou que os shopping centers passaram por uma transformação significativa após a pandemia, ampliando seu papel como espaços de convivência, serviços e entretenimento.
Segundo ela, o consumidor deixou de frequentar esses ambientes apenas para realizar compras.
“Hoje os shopping centers são espaços de conveniência, convivência e experiência. As pessoas vão ao shopping para aproveitar o tempo, frequentar restaurantes, academias, cinemas e serviços. A compra muitas vezes acontece como consequência dessa jornada”, observou.
Nesse contexto, Manoela explicou que os empreendimentos passaram a buscar um mix mais diversificado de operações, reunindo grandes redes, pequenas marcas e empresas de serviços.
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“O shopping precisa atender toda a jornada do consumidor. Por isso busca combinar diferentes perfis de operações para aumentar o tempo de permanência das pessoas”, afirmou.
Ao comentar a relação entre comércio eletrônico e lojas físicas, a executiva defendeu que os dois canais atuam de forma complementar e não concorrente.
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Siga o Times | CNBCSegundo ela, a pandemia acelerou a integração entre os modelos e reforçou a importância da experiência presencial.
“O consumidor pesquisa na internet, mas continua querendo experimentar produtos, conversar com vendedores e viver experiências dentro da loja. O físico e o digital se complementam”, ressaltou.
Manoela observou ainda que muitas empresas passaram a buscar espaços maiores justamente para ampliar a experiência oferecida ao cliente. “Cada vez mais vejo varejistas procurando lojas maiores para criar ambientes mais acolhedores e gerar mais valor para o consumidor”, afirmou.
A executiva avaliou que o varejo brasileiro assimilou rapidamente as mudanças provocadas pela digitalização e destacou o grau de informação dos consumidores nacionais.
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“Os consumidores brasileiros são extremamente qualificados, sabem o que querem e acompanham muito de perto as tendências internacionais. Muitas vezes eles conhecem novidades da Europa e dos Estados Unidos antes mesmo de as marcas chegarem ao país”, disse.
Segundo Manoela, as redes sociais desempenham papel central nesse processo, acelerando a circulação de informações e influenciando decisões tanto de consumidores quanto de empresas.
“A informação chega de forma quase instantânea. Isso faz com que o varejo brasileiro se adapte rapidamente, crie novas marcas e também desperte interesse internacional por empresas brasileiras”, concluiu.
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