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Vinhos europeus mais baratos devem acelerar disputa por espaço no mercado brasileiro
Publicado 12/06/2026 • 13:15 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 12/06/2026 • 13:15 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A redução gradual das tarifas de importação para vinhos da União Europeia deve tornar o mercado brasileiro mais competitivo e ampliar a presença de rótulos europeus nas prateleiras do país, avalia Rodrigo Lanari, consultor de mercado da Winext.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta sexta-feira (12), ele lembrou que o principal efeito do acordo entre Mercosul e União Europeia será o aumento da concorrência, com reflexos tanto nos preços quanto na variedade de produtos disponíveis aos consumidores.
Hoje, os vinhos portugueses representam cerca de 18% do mercado brasileiro, participação que pode alcançar 22% nos próximos anos, segundo estimativas do setor. O avanço colocaria Portugal à frente da Argentina entre os maiores fornecedores de vinho ao Brasil.
Para Lanari, a mudança ocorrerá de forma gradual, mas tende a redesenhar a dinâmica do setor. “O que a gente vai ver é uma maior oferta de produtos e também produtos com melhores preços”, afirmou.
6Segundo ele, a eliminação progressiva da tarifa de importação dos vinhos europeus, atualmente em 27%, ampliará a competitividade de produtores de países como Portugal, Espanha, França e Itália.
Leia também: Acordo Mercosul-UE deve ampliar concorrência e mudar disputa no mercado de vinhos no Brasil, avalia especialista
Atualmente, os vinhos argentinos e chilenos dominam as importações brasileiras graças aos benefícios tributários de que já desfrutam. Juntos, eles respondem por mais de 60% do volume importado pelo Brasil.
Na avaliação do consultor, a redução das barreiras para os vinhos europeus deve aumentar a disputa por participação de mercado. “Não só os portugueses, mas também os italianos, os franceses e os espanhóis devem chegar com força por aqui”, disse.
Lanari destaca que Portugal parte de uma posição privilegiada devido à longa relação comercial com o Brasil e ao trabalho desenvolvido por marcas portuguesas no mercado brasileiro ao longo das últimas décadas. “Sem dúvida nenhuma, eles vão colher frutos deste acordo com o Mercosul”, afirmou.
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O avanço dos vinhos europeus também cria desafios para os produtores nacionais, que passarão a enfrentar concorrência mais intensa em diversas faixas de preço.
Ainda assim, Lanari acredita que as vinícolas brasileiras têm condições de aproveitar as oportunidades abertas pelo acordo. Segundo ele, o setor passou por um forte processo de modernização nos últimos anos e também poderá se beneficiar da redução de custos para a importação de equipamentos e insumos utilizados na produção.
“O produtor brasileiro que souber se adequar a essa situação também vai colher benefícios”, afirmou. Ele citou como exemplo a importação de barricas e maquinários, itens frequentemente adquiridos no exterior e que podem ficar mais acessíveis com a maior integração comercial.
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Seguir no GooglePara o especialista, um dos principais fatores que sustentam uma visão positiva para o setor é o baixo consumo de vinho no Brasil em comparação com mercados tradicionais.
Segundo Lanari, o consumo brasileiro ainda está abaixo de três litros por pessoa ao ano, enquanto em Portugal o índice chega a aproximadamente 50 litros per capita.
“Quando a gente coloca isso na balança, uma integração dessa tende a beneficiar a todos”, afirmou. Embora reconheça que o setor passará por um período de adaptação, ele avalia que os ganhos de competitividade e o aumento da oferta devem favorecer consumidores e empresas no médio e longo prazo.
“Vamos ter produtos melhores e, no final do dia, a preços mais acessíveis”, concluiu.
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