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Em meio à crise, desconfiança no STF sobe dez pontos e chega a 56%, revela pesquisa Quaest

Publicado 14/09/2026 • 15:28 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Parcela dos entrevistados que diz não confiar no STF passou de 46% em agosto para 56% em setembro.
  • Os que afirmam confiar muito na Corte caíram de 18% para 9%, enquanto 30% dizem confiar pouco.
  • No embate entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, 37% avaliam que Mendonça age corretamente, ante 16% que fazem a mesma avaliação sobre Moraes.

Foto: Antonio Augusto/STF

A desconfiança dos brasileiros em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) subiu dez pontos em um mês e chegou a 56% em setembro, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14).

Em agosto, 46% dos entrevistados afirmavam não confiar na Corte. No mesmo período, a parcela que dizia confiar muito no STF caiu de 18% para 9%. Outros 30% responderam agora que confiam pouco, ante 33% no levantamento anterior.

O levantamento foi realizado em meio ao aumento da tensão entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre a condução das investigações relacionadas ao Banco Master.

A Quaest também perguntou quem age corretamente no embate dentro da Corte. Para 37% dos entrevistados, Mendonça é quem tem a conduta correta. Moraes foi apontado por 16%.

Desconfiança cresce entre independentes e lulistas

O avanço da desconfiança no Supremo ocorreu em diferentes grupos do eleitorado, embora com movimentos distintos conforme a identificação política.

Entre os entrevistados que se definem como lulistas, 30% disseram não confiar no STF, contra 27% em agosto.

A maior mudança nesse grupo ocorreu entre os que afirmam confiar muito na Corte. O percentual caiu de 41% para 23% no período.

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Entre os independentes, a desconfiança acompanhou com mais força o movimento geral da pesquisa. A parcela que afirma não confiar no Supremo saltou de 50% em agosto para 65% em setembro.

Já entre os bolsonaristas houve movimento na direção contrária no último mês. O percentual dos que não confiam no STF recuou de 73% para 69%.

Apesar da queda, a desconfiança permanece elevada nesse grupo. Em março, havia chegado a 83%.

Caso Master amplia pressão sobre a Corte

A pesquisa foi realizada durante a escalada da disputa entre Moraes e Mendonça em torno das investigações sobre o Banco Master.

O STF tem sessão marcada para terça-feira (15) para discutir a abertura de investigação contra Moraes após a divulgação de relatório da Polícia Federal com diálogos entre o ministro e Daniel Vorcaro, fundador do banco.

A Quaest também apontou que os entrevistados consideram que o caso Master atinge os Poderes de forma semelhante, mas registrou aumento, em relação a agosto, na parcela que vê o STF como o poder mais atingido.

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de setembro de 2026, em municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03607/2026.

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