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Em primeira live nos EUA, Flávio Bolsonaro diz que quer concorrer ao Planalto “antes de 2030”

Publicado 30/10/2026 • 22:58 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • Derrotado por Lula no segundo turno, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende disputar novamente a Presidência e disse não estar falando de 2030, mas de uma eleição anterior.
  • Senador lançou Rogério Marinho como seu candidato à Presidência do Senado e defendeu que o Congresso se torne o principal foco de oposição ao governo.
  • Flávio voltou a questionar o resultado eleitoral e afirmou acreditar que uma crise econômica pode derrubar Lula antes do fim do mandato.

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (30) que pretende disputar novamente a Presidência da República e que considera a possibilidade de uma candidatura “antes de 2030”.

A declaração foi dada na primeira transmissão ao vivo desde que Flávio fugiu do Brasil e seguiu para os Estados Unidos, após ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.

“Isso me dá muita consciência e ainda mais coragem para enfrentar o que tiver que enfrentar, se preciso for para resgatar, para salvar o nosso país, para disputar mais uma eleição para presidente da República, eu não estou falando de 2030 não, eu estou falando de antes disso”, afirmou.

Na mesma transmissão, disse acreditar que o governo Lula pode não chegar ao fim do mandato por causa da situação econômica.

Segundo ele, se Lula cumprir as propostas apresentadas durante a campanha, “o Brasil vai quebrar ainda mais rápido”.

Leia mais: “A decisão eu tomei sem que ninguém soubesse”, diz Flávio Bolsonaro em primeira live após saída do Brasil

“Então infelizmente o Brasil está fadado a quebrar e eu acho que esse é um dos fatores que vai acabar derrubando o atual presidente da República muito antes do que muita gente imagina”, afirmou.

Lula foi reeleito no último domingo (25) para um mandato que começa em 2027 e termina em 2030.

Flávio lança Marinho para o Senado

Na mesma live, Flávio anunciou apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) para a Presidência do Senado.

“A pessoa que eu vou indicar é o Rogério Marinho para a presidência do Senado Federal”, disse.

Flávio afirmou que pretende mobilizar os eleitores da oposição para pressionar os senadores a apoiarem Marinho e apresentou o controle da Casa como parte importante da estratégia de oposição ao novo governo.

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“É a única forma ali de conseguir ter uma resistência para impedir ou retardar o grande caos que o atual presidente da República vai instaurar no nosso país”, declarou.

O PL terá a maior bancada do Senado na próxima legislatura, e Marinho já vinha sendo citado entre os possíveis candidatos ao comando da Casa. O atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também articula permanência no cargo.

Flávio rejeita negociação envolvendo Bolsonaro

O senador também criticou qualquer negociação política que envolva o futuro do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como contrapartida para uma composição na eleição do Senado.

“Essas tentativas de negociação usando como moeda de troca a liberdade do presidente Bolsonaro são nojentas”, disse.

A declaração ocorre em meio às articulações para a eleição da Mesa do Senado em 2027. Setores da oposição rejeitam apoiar Alcolumbre em troca de iniciativas relacionadas à situação jurídica do ex-presidente.

Flávio disse que pretende exercer dos Estados Unidos a liderança política conquistada durante a campanha.

“Eu vou a partir de agora voltar, ficar ativo aqui para trocar ideia com vocês, exercer essa liderança que vocês me deram, fazer o que tiver ao meu alcance para termos essa resistência no Congresso Nacional com a eleição principalmente de Rogério Marinho na presidência do Senado.”

Flávio volta a questionar eleições

Flávio também voltou a colocar em dúvida o resultado da eleição presidencial. Ele afirmou ter pouca confiança em uma resposta do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às contestações apresentadas por seu grupo político.

“Sinceramente, com o atual cenário, com as pessoas que estão no Supremo Tribunal Federal, e que estão no TSE, eu, de verdade, tenho dificuldade de acreditar que vai haver algo de efetivo que possa ser feito ali, que o direito seja respeitado, que a lei valha para todos nesse momento”, afirmou.

Na sequência, defendeu que o Congresso, especialmente o Senado, passe a ser a principal frente de atuação da oposição.

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