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O que acontece na audiência pública dos EUA que pode definir o futuro das exportações brasileiras?
Publicado 06/07/2026 • 08:50 | Atualizado há 7 dias
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Publicado 06/07/2026 • 08:50 | Atualizado há 7 dias
KEY POINTS
Foto: Magnific
O que acontece na audiência pública dos EUA que pode definir o futuro das exportações brasileiras
A pauta financeira brasileira deve ganhar destaque nas relações comerciais com os EUA. A partir desta segunda-feira (6), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) realiza uma audiência pública para discutir uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras. O encontro pode influenciar a decisão do governo americano sobre a aplicação de novas tarifas contra produtos nacionais.
A audiência segue até terça-feira (7) e acontece poucos dias antes do prazo de 15 de julho, data prevista para o início das novas medidas. Enquanto isso, o governo tenta evitar que as sobretaxas avancem e ampliem os impactos sobre as exportações brasileiras.
Leia também: Exportações brasileiras aos EUA voltam a crescer, mas volume embarcado segue em queda
A investigação conduzida pelo USTR analisa diferentes temas ligados à relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. Entre os assuntos estão o comércio digital, os serviços de pagamento eletrônico, com destaque para o Pix, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso do etanol brasileiro ao mercado americano e questões relacionadas ao desmatamento.
Além disso, a audiência também acontece em meio ao aumento da tensão política entre os dois países. No dia 2 de junho, o governo dos Estados Unidos anunciou tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Em alguns casos, a cobrança pode chegar a 37,5% caso entre em vigor uma sobretaxa adicional de 12,5%.
Vale destacar que o Pix esteve presente nos últimos argumentos dos Estados Unidos contra o Brasil. Na época, o governo de Donald Trump destacou a forma brasileira de pagamento como “desleal”.
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Siga o Times | CNBCMesmo em meio à pressão americana, em resposta enviada ao USTR, o governo brasileiro contesta essa avaliação. O documento afirma que qualquer empresa pode utilizar o Pix e que o sistema não cria barreiras para companhias estrangeiras.
Além disso, o governo destaca que a expansão dos pagamentos digitais aumentou a concorrência, reduziu custos para consumidores e empresas e ampliou a inclusão financeira. O texto também afirma que empresas americanas como Visa e Google Play continuam atuando normalmente no mercado brasileiro e se beneficiam do crescimento desse sistema de pagamentos.
Leia também: Etanol, Pix e desmatamento: veja os temas que colocaram Brasil e EUA em discordância
Depois da audiência pública, o governo americano deverá avaliar as manifestações antes de decidir se mantém ou altera as tarifas previstas para os produtos brasileiros. No país americano, muitas medidas são debatidas antes de entrar em vigor.
Enquanto isso, o Brasil busca ampliar o diálogo com as autoridades dos EUA para evitar novos problemas comerciais. A definição pode influenciar diretamente as exportações, setor importante da economia brasileira, e afetar custos para empresas que dependem do mercado americano.
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