Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EUA cortam cota de açúcar do Brasil em 36% e reduzem acesso ao mercado americano
Publicado 07/08/2026 • 18:34 | Atualizado há 1 hora
Bolsas de Nova York sobem com expectativa de juros estáveis; S&P 500 registra melhor semana desde abril
China ganha terreno em IA, mas EUA ainda mantêm vantagem estratégica
Trump retoma esforços para demitir Lisa Cook, do Fed
Alta do iene perde força uma semana após intervenção de EUA e Japão, e foco se volta à política econômica
Investidores da Volkswagen cobram mudanças imediatas para enfrentar concorrência chinesa
Publicado 07/08/2026 • 18:34 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Os Estados Unidos reduziram em cerca de 36% a cota de importação de açúcar bruto destinada ao Brasil para o ano fiscal de 2027, em mais uma restrição ao acesso do produto brasileiro ao mercado americano.
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) fixou em 100 mil toneladas a parcela brasileira dentro da cota tarifária de açúcar bruto que vigorará entre 1º de outubro de 2026 e 30 de setembro de 2027. No período atual, o Brasil tem direito a 155.993 toneladas.
O corte retira 55.993 toneladas da alocação inicial brasileira.
A redução também muda a posição do país entre os principais fornecedores contemplados pelo sistema. Até o ano fiscal de 2026, o Brasil era o segundo maior beneficiário da cota americana, com aproximadamente 14% do total. Para 2027, ficará atrás da República Dominicana, com 189.343 toneladas, e das Filipinas, com 145.235 toneladas.
Leia também: Brasil se defende de tarifas sobre trabalho escravo
Os Estados Unidos administram as importações de açúcar por meio de um sistema de cotas tarifárias, conhecidas como TRQs.
Dentro da quantidade determinada para cada país, o produto pode entrar no mercado americano pagando uma tarifa relativamente menor. Acima desse limite, incide uma tarifa mais elevada, o que reduz a competitividade do produto importado.
Para o ano fiscal de 2027, Washington estabeleceu uma cota total de 1,117 milhão de toneladas de açúcar bruto, o mínimo ao qual os Estados Unidos estão comprometidos pelas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Desse montante, o USTR distribuiu inicialmente 1,061 milhão de toneladas entre os países fornecedores. Outras 55.993 toneladas ainda não foram alocadas e deverão ter seu destino definido antes de 1º de outubro.
O volume que ficou pendente é exatamente igual à redução sofrida pela parcela brasileira. O comunicado, porém, não informa para qual país ou países essas 55.993 toneladas serão posteriormente direcionadas.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA parcela brasileira vinha se mantendo em torno de 155,9 mil toneladas nos últimos anos.
No ano fiscal de 2026, o Brasil recebeu 155.993 toneladas, equivalentes a aproximadamente 14% de toda a cota de açúcar bruto estabelecida pelos Estados Unidos. A mesma quantidade havia sido destinada ao país nos anos fiscais de 2023, 2024 e 2025.
Com a nova alocação de 100 mil toneladas, a participação brasileira cai para cerca de 9% do volume total.
O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar, o que torna o mercado americano relativamente pequeno diante das vendas globais do setor. Ainda assim, as cotas dos Estados Unidos são relevantes porque permitem acesso em condições tarifárias mais favoráveis a um mercado altamente protegido.
Leia também: EUA confirmam tarifa de 25% contra produtos brasileiros; investigação da USTR acusa Brasil de “práticas desleais”
A redução da cota ocorre poucas semanas depois de o governo de Donald Trump ampliar as barreiras comerciais contra produtos brasileiros.
Em julho, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla lista de produtos do Brasil, incluindo o açúcar, como parte de uma investigação conduzida pelo USTR sob a Seção 301 da legislação americana.
As duas medidas têm mecanismos diferentes. A cota determina quanto açúcar pode entrar sob a tarifa preferencial do sistema da OMC, enquanto as tarifas adicionais impostas pelo governo Trump podem incidir sobre as importações brasileiras independentemente desse limite.
O setor sucroenergético brasileiro já vinha sentindo uma redução nas vendas aos Estados Unidos. Em 2025, o Brasil exportou cerca de 420 mil toneladas de açúcar ao mercado americano, ante aproximadamente 1,12 milhão de toneladas no ano anterior.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 165 milhões; veja a data do próximo sorteio
2
Caso ‘Master capixaba’: mercado vê rombo multimilionário em operação da Apex Partners para compra da CVC
3
Vazamento do iPhone 18 revela bastidores da estratégia global da Apple
4
Dell lança 4 novos notebooks premium; confira preços e especificações
5
Forças ucranianas atingem uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia com drones de longo alcance