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Ex-sócio do Master emprestou avião particular e bancou camarote de show nos EUA para Jaques Wagner, diz PF
Publicado 18/06/2026 • 17:20 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 18/06/2026 • 17:20 | Atualizado há 2 horas
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Montagem: Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC
Diálogos extraídos no celular do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, indicam que ele emprestou seu avião particular por diversas vezes para o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e também bancou ingressos para o camarote de um show em Los Angeles, nos Estados Unidos. A defesa do senador ainda não se manifestou sobre a operação. A defesa de Augusto Lima nega irregularidades.
A Polícia Federal afirma que as vantagens se somam a outros pagamentos de propina feitos ao senador, como a compra de um apartamento de luxo de R$ 2,5 milhões e repasses de R$ 3,5 milhões para a empresa de sua nora.
Leia também: Operação da Receita Federal desmantela fraude que movimentou R$ 50 bilhões em bets ilegais
A investigação da PF dá conta que Augusto Lima combinou um encontro com Wagner em uma ilha de sua propriedade, em Salvador, e cedeu a sua aeronave para o deslocamento, em outubro de 2023. “Na ocasião, Augusto Lima coloca aeronave particular à disposição de Jaques Wagner e de pessoas de sua família para realização do deslocamento entre Salvador e a ilha indicada”, aponta a PF.
Em abril de 2024, Wagner pediu a Augusto Lima o contato de seu piloto para realizar um voo ao Rio de Janeiro.
As conversas também citam um pedido de Wagner para que Augusto Lima comprasse ingressos do show de uma cantora internacional, que ocorreria nos Estados Unidos. A compra, segundo a PF, foi realizada pela empresa Reag, de João Carlos Mansur, que é suspeito de auxiliar Daniel Vorcaro e o Banco Master em crimes financeiros.
“A aquisição dos bilhetes (…) teria sido realizada pela empresa REAG Investimentos S.A, pelo valor total de R$ 63.339,00”, aponta a investigação.
A defesa de Augusto Lima informou que “as diligências realizadas pela Polícia Federal eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.”
“Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”, informou a defesa de Lima, conduzida pelos advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello.
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