Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO: Presidente do Cecafé comemora fim da taxação do café, mas lamenta que indústria de solúvel siga tarifada
Publicado 21/11/2025 • 10:42 | Atualizado há 8 meses
EUA dizem ter atacado forças ligadas ao Irã após ação que matou dois militares americanos
Filas quilométricas revelam febre da K-beauty nos Estados Unidos
Líder supremo do Irã promete “lições inesquecíveis” aos EUA após suspensão de acordo de paz
Zoox faz recall de robotáxis após falha no reconhecimento de fumaça
EXCLUSIVO CNBC: Dana White, presidente do UFC, aposta em novas estrelas para próximo ciclo de crescimento
Publicado 21/11/2025 • 10:42 | Atualizado há 8 meses
O setor de café está entre os principais beneficiados pela retirada da sobretaxa de 40% aplicada pelos Estados Unidos. Para entender os efeitos imediatos sobre exportadores e produtores, o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC ouviu Márcio Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em entrevista ao Real Time.
Ferreira explicou que o Brasil já trabalhava com uma oferta limitada globalmente, e a tarifa havia praticamente excluído o país do mercado americano. Durante os primeiros três meses de vigência da sobretaxa, o Brasil perdeu 50% da participação, o que representou US$ 500 milhões não exportados. A continuidade do cenário poderia gerar perdas de até US$ 2 bilhões no mercado americano e mais US$ 1 bilhão em outros destinos.
A alta tarifária também elevou os preços na Bolsa de Nova York: o café passou de R$ 286 para R$ 433, avanço de 53%. Segundo Ferreira, os valores eram positivos para produtores, mas inviáveis para a indústria e para exportadores.
Com o corte da tarifa, os embarques devem ser retomados imediatamente, incluindo contratos já fechados que estavam parados. A expectativa é de que a Bolsa corrija parte da alta recente, afastando o efeito da especulação.
Saiba mais:
Tarifaço: redução das taxas pode salvar 726 mil empregos no Brasil
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEXCLUSIVO: Setor prevê retomada das exportações de café após fim das tarifas dos EUA
Questionado sobre o café solúvel, Ferreira afirmou que as fábricas brasileiras — o maior parque industrial do mundo — continuam fora do mercado americano. O setor compete diretamente com o Vietnã, que avança na produção de robusta, matéria-prima do solúvel.
Os Estados Unidos importam do Brasil 80% de café arábica em grão, 10% de conilon e 10% de solúvel, um produto de alto valor agregado e forte geração de empregos. Mesmo assim, o solúvel não entrou na ordem executiva de Trump.
Segundo Ferreira, o item não foi proibido, apenas não foi incluído, enquanto a ordem cita cafés industrializados, torrados e moídos, e versões com aromatizantes. Para o setor, a inclusão do solúvel é “questão de pouco tempo”. A agenda envolve coordenação com a BIC, vice-ministro Márcio Elias Rosa, ministro Fávaro e representantes do governo federal.
Ferreira também destacou o papel da NCEI e dos quatro maiores importadores brasileiros, que atuaram diretamente junto ao governo americano. Segundo ele, a mesma união que viabilizou o avanço no café em grão deve garantir o avanço para o solúvel.
No encerramento da entrevista, Ferreira agradeceu o espaço da imprensa e reforçou que a visibilidade do tema foi determinante para o resultado diplomático. “Foi essencial para essa conquista”, afirmou.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Samsung deve lançar Galaxy S27 Pro como alternativa ao Ultra; entenda
2
Fifa reavalia pausas para hidratação após críticas durante a Copa do Mundo de 2026
3
Final da Copa terá celebridades como Madonna, Shakira, Justin Bieber e BTS
4
CBF exclui CazéTV da disputa pelos direitos da Copa do Brasil até 2030
5
Com a disparada do ouro, taça da Copa do Mundo passa a valer R$ 3,4 milhões em 2026