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Queda das tarifas melhora competitividade, mas normalização ainda deve demorar, explicam especialistas

Publicado 21/11/2025 • 09:55 | Atualizado há 3 semanas

KEY POINTS

  • O presidente Donald Trump retirou as tarifas adicionais de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros, como café e carne bovina, após avanços nas negociações
  • Cerca de 10% de tudo o que o Brasil enviou ao mercado americano no último ano passa a se beneficiar da redução tarifária
  • O aço permanece submetido à tarifa global de 50% prevista na Seção 232, e cerca de 60% das exportações brasileiras seguem enfrentando algum tipo de tarifa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada das tarifas adicionais de 40% sobre produtos brasileiros, incluindo café, carne bovina e suco de laranja. A decisão foi tomada após avanços nas negociações com o governo brasileiro. Para entender os impactos dessa alteração, o Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC conversou com José Luiz Pimenta, diretor de Relações Governamentais e Comércio Internacional da BMJ.

Para o diretor de relação internacional a lista anunciada ontem se soma àquela da semana passada. Com isso, há uma redução substancial, chegando a zerar algumas dessas tarifas. “Outras vão para o piso da Tarifa de Nação Mais Favorecida, que é bem baixa nos Estados Unidos. Mas, de maneira geral, sim: várias tarifas desses produtos foram zeradas para entrar no mercado norte-americano.”, explicou ele

O movimento devolve competitividade aos exportadores brasileiros: cerca de 10% de tudo o que o Brasil enviou ao mercado americano no último ano passa a se beneficiar da redução tarifária, aproximando o país de concorrentes que já tinham acesso diferenciado.

A economista Mariana Almeida, analista do Times Brasil, destacou que a imposição das sobretaxas ocorreu em um ambiente já sensível e acabou ampliando a instabilidade comercial. Com a reversão, o cenário se aproxima do patamar anterior, mas não retorna totalmente ao ambiente de abril.

Pimenta reforçou que ainda há setores importantes sob tarifas elevadas — algumas variando entre 40%, 50% e até 65% — especialmente em produtos industriais. Pimenta aponta três elementos centrais que influenciaram a decisão:

  • Inflação nos Estados Unidos: muitos dos produtos atingidos não têm produção interna relevante, e o impacto nos preços recai sobre famílias de menor renda, público estratégico para o governo Trump.
  • Retomada do diálogo bilateral: a ordem executiva menciona explicitamente avanços entre os dois países.
  • Atuação do setor privado: empresas brasileiras e americanas atuaram em conjunto para demonstrar que a tarifa tinha motivação mais política do que econômica.

Segundo o especialista, esses fatores combinados explicam o movimento do governo americano.

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Aço continua tarifado 

O aço permanece submetido à tarifa global de 50% prevista na Seção 232. Antes da retirada anunciada por Trump, o produto brasileiro acumulava ainda a sobretaxa de 40% e a tarifa recíproca de 10%, chegando a 100%. Agora, resta apenas o percentual aplicado a todos os países.

Em relação ao impacto político, Pimenta avalia que Trump tratará a medida como um ajuste técnico de sua estratégia de reindustrialização. Para Lula, a retomada do diálogo desde a Assembleia Geral da ONU facilitou o avanço das negociações entre equipes técnicas.

Mariana Almeida questionou a possibilidade de concessões do Brasil — como temas envolvendo terras raras ou big techs. Pimenta disse que, nesta etapa, não houve contrapartida direta vinculada à retirada das tarifas. Segundo ele, existem propostas em negociação, mas a decisão atual foi impulsionada principalmente por fatores domésticos americanos, pressão inflacionária e boa interlocução diplomática e empresarial.

Apesar do alívio em setores agrícolas, cerca de 60% das exportações brasileiras aos EUA seguem enfrentando algum tipo de tarifa, e o processo de negociação continua.

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