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EXCLUSIVO: Seis meses após escândalo, André Esteves tenta explicar lucro bilionário do BTG com títulos do Master

Publicado 24/05/2026 • 10:55 | Atualizado há 43 minutos

Seis meses após o escândalo do Banco Master ganhar dimensão nacional e ampliar a pressão sobre o sistema financeiro, o presidente do BTG Pactual, André Esteves, voltou a comentar publicamente o caso e tentou afastar qualquer responsabilidade da instituição nas operações ligadas ao grupo de Daniel Vorcaro.

Apesar da tentativa de distanciamento, o BTG esteve entre os principais participantes das operações estruturadas pelo Master nos últimos anos. A instituição foi o segundo maior distribuidor de CDBs do Master — títulos de renda fixa usados por Vorcaro para captar bilhões de reais no mercado com retornos acima da média.

Além disso, o banco de Esteves comprou do Credcesta mais de R$ 1 bilhão em carteiras de crédito originadas pelo Master e chegou a fechar a compra de R$ 1,5 bilhão em ativos secundários de Vorcaro, em maio de 2025, mas a operação foi cancelada após as auditorias internas do BTG revelarem os precatórios podres.

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Nos bastidores do sistema financeiro, a proximidade operacional entre as instituições passou a levantar questionamentos sobre quanto grandes bancos lucraram com a estrutura montada pelo Master antes da deterioração da crise.

Durante participação no Fórum Esfera, realizado no Guarujá, litoral de São Paulo, Esteves reconheceu que houve falhas dos órgãos de controle no caso Master, mas negou qualquer erro do BTG nas operações envolvendo o banco.

“É óbvio que não tem erro no BTG, claro que não. Quando a gente achou que as coisas estavam saindo do controle, procuramos nos posicionar como tal”, afirmou o banqueiro.

A declaração ocorre em um momento em que o BTG aparece ligado a diferentes operações financeiras do Master e citado em diversas frentes das investigações e reportagens produzidas ao longo dos últimos meses.

Entenda o caso

Ao longo dos últimos meses, o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC revelou uma série de documentos, mensagens e operações que ajudaram a ampliar o escrutínio sobre as conexões entre o BTG e o grupo de Daniel Vorcaro.

Entre as reportagens exclusivas publicadas está a revelação de que o Banco Master discutiu um plano alternativo de reestruturação financeira com participação do BTG e apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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Outra apuração mostrou mensagens obtidas na Operação Compliance Zero nas quais um primo de Vorcaro afirma que “o fluxo está indo todo para o BTG” ao comentar pagamentos relacionados ao senador Ciro Nogueira.

A cobertura do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC também detalhou uma operação bilionária estruturada pelo BTG para aquisição de carteiras ligadas ao Master com potencial elevado de retorno financeiro.

Em outra frente, reportagens investigativas mostraram questionamentos envolvendo fazendas ligadas ao BTG e operações de arrematação analisadas dentro do contexto das apurações do caso Master.

As revelações passaram a reforçar, no mercado, a percepção de que o BTG não era apenas um participante periférico das operações do Master, mas um dos principais agentes financeiros conectados à estrutura do banco de Vorcaro.

BTG sabia que “as coisas estavam saindo do controle”

Nos bastidores do mercado financeiro, a nova declaração de André Esteves é vista como uma tentativa de afastar a imagem do BTG do escândalo, justamente em um momento de avanço das investigações sobre a atuação de grandes instituições financeiras nas operações do Master.

Ao afirmar que o banco decidiu se posicionar quando percebeu que “as coisas estavam saindo do controle”, Esteves acaba indicando que o BTG identificou sinais relevantes de deterioração dentro da estrutura do banco antes da intervenção oficial.

A fala também aumenta a discussão sobre o nível de conhecimento que grandes instituições financeiras tinham sobre a fragilidade da estrutura do Master enquanto operações bilionárias ainda eram negociadas no mercado.

“Maior crime financeiro do país”, diz Mercadante

Presente no mesmo painel, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, elevou ainda mais o tom sobre o escândalo.

Mercadante classificou o caso Master como “o maior crime financeiro da história do país” e afirmou que a gestão anterior do Banco Central do Brasil, comandada por Roberto Campos Neto, teria permitido o crescimento de Vorcaro dentro do sistema financeiro.

“O escândalo só aconteceu porque houve omissão e conivência”, afirmou.

Mercadante também defendeu mudanças estruturais no Banco Central e na Comissão de Valores Mobiliários, afirmando que os órgãos de fiscalização precisam ser fortalecidos diante do impacto bilionário causado pelo caso.

Os prejuízos relacionados ao escândalo chegam a cerca de R$ 50 bilhões no FGC (Fundo Garantidor de Créditos), além de afetarem fundos de previdência e o BRB (Banco de Brasília).

O presidente do BNDES ainda afirmou que a crise envolvendo a gestora Reag pode representar apenas “a ponta do iceberg” de problemas estruturais no mercado de fundos do país.

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