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Banco Master discutiu plano alternativo para reestruturação com BTG e apoio do FGC
Publicado 17/05/2026 • 19:23 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/05/2026 • 19:23 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Antes da tentativa frustrada de vender o banco Master ao Banco de Brasília (BRB), o banqueiro Daniel Vorcaro cogitou negociar a instituição à beira da falência com o BTG Pactual. Um plano articulado entre as duas instituições previa transferir parte dos ativos do Master para uma nova estrutura administrada pelo BTG, com apoio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Segundo apuração de Fabio Serapião e Natália Portinari, do UOL, a proposta foi enviada por Daniel Vorcaro para seu ex-sócio Augusto Lima em 10 de abril de 2025. A ideia foi descartada pelo próprio Vorcaro, e o empresário preferiu vender toda a estrutura do Master ao BRB.
O Times Brasil – Licenciado exclusivo CNBC tentou contato com BTG e com a defesa de Vorcaro, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O espaço para manifestação segue aberto.
Mensagens extraídas do celular de Vorcaro, analisadas pelo Polícia Federal no contexto da operação Compliance Zero, mostram que o empresário compartilhou o plano com o ex-sócio Augusto Lima no mesmo dia, segundo registros do celular:
Daniel Vorcaro, às 20h46: “Irmão pelo amor de Deus. Não passe isso pra ninguém”
Augusto Lima, na sequência: “Lógico irmão. Tá doido”
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Siga o Times | CNBCSegundo fontes ligadas às negociações, a estrutura vinha sendo discutida entre executivos do Master e do BTG no início de 2025. O BRB anunciou oficialmente sua proposta de aquisição do Master em 31 de março daquele ano.
O modelo desenhado previa uma cisão parcial do Master. Os ativos que não seriam incorporados pelo BTG, avaliados em R$ 43,5 bilhões, além de passivos de R$ 33 bilhões, mas seriam transferidos para o BMI (Banco Master de Investimento). O BTG, então, compraria uma opção equivalente a 100% do capital do BMI e injetaria R$ 5 bilhões para honrar os primeiros vencimentos de CDBs, por um valor simbólico. Na sequência, essa opção seria repassada ao BTG, também por “valor simbólico”.
Pelo desenho da operação, o BTG assumiria a gestão integral do BMI e receberia remuneração anual de 1,25% sobre o valor contábil inicial dos ativos, o que poderia chegar a R$ 544 milhões por ano. Todas as despesas relacionadas à recuperação desses ativos seriam reembolsadas pelo FGC.
O banco também teria direito a indenizações por eventuais contingências envolvendo o BMI, o próprio BTG ou empresas ligadas ao grupo Master e seus controladores. A estrutura buscava evitar que o BTG absorvesse diretamente os riscos do Master em seu balanço, atuando apenas como gestor da operação.
O documento indicava ainda que Vorcaro garantiria a operação com patrimônio líquido estimado em R$ 10,5 bilhões, composto por R$ 2 bilhões em caixa provenientes da negociação com o BRB e R$ 8,5 bilhões em direitos ligados a precatórios. As investigações apontam, porém, que esses ativos tinham liquidez considerada limitada, já que parte da carteira era formada por direitos creditórios ainda não convertidos oficialmente em precatórios judiciais.
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