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Exportações de carnes crescem no Brasil, enquanto açúcar recua em 2026
Publicado 09/08/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 09/08/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Freepik
Exportações de carne
As exportações brasileiras de carnes cresceram no acumulado de janeiro a julho de 2026, tanto em volume quanto em receita. No mesmo período, os embarques de açúcar recuaram nos três principais indicadores: quantidade exportada, faturamento e preço médio.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 6 de agosto de 2026. Para o acumulado do açúcar, os números de janeiro a junho têm como base dados consolidados do Agrostat, somados aos resultados de julho divulgados pela Secex.
Em julho, o Brasil exportou 227.939 toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, uma redução de 17,68% em relação às 276.879 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.
A receita também recuou, de US$ 1,537 bilhão para US$ 1,448 bilhão, queda de 5,79%. O resultado ocorreu apesar da valorização do preço médio, que passou de US$ 5.549 para US$ 6.351 por tonelada, alta de 14,44%.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, porém, o desempenho foi positivo. As exportações somaram 1,899 milhão de toneladas, 7,47% acima das 1,767 milhão de toneladas registradas no mesmo intervalo de 2025. A receita chegou a US$ 11,223 bilhões, crescimento de 26,64% sobre os US$ 8,862 bilhões do ano anterior.
As exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis apresentaram avanço em julho. Os embarques alcançaram 482.440 toneladas, alta de 28,48% ante as 375.511 toneladas exportadas no mesmo mês de 2025.
O faturamento acompanhou o aumento do volume e chegou a US$ 898,7 milhões, crescimento de 31,81% sobre os US$ 681,8 milhões registrados um ano antes. O preço médio também subiu, de US$ 1.816 para US$ 1.863 por tonelada, alta de 2,60%.
Entre janeiro e julho, o Brasil exportou 3,385 milhões de toneladas de carne de frango, 18,45% mais que as 2,858 milhões de toneladas do mesmo período de 2025. A receita acumulada foi de US$ 6,362 bilhões, avanço de 13,74% em relação aos US$ 5,593 bilhões registrados no ano anterior.
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Siga o Times | CNBCA carne suína apresentou uma variação menor no volume exportado em julho. Foram embarcadas 115.408 toneladas, alta de 2,27% sobre as 112.844 toneladas registradas no mesmo mês de 2025.
Apesar do aumento na quantidade, a receita caiu 6,46%, para US$ 277,9 milhões. O preço médio também recuou 8,54%, de US$ 2.633 para US$ 2.408 por tonelada.
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No acumulado do ano, entretanto, os indicadores ficaram positivos. As exportações totalizaram 888 mil toneladas, crescimento de 7,82% ante as 824 mil toneladas dos sete primeiros meses de 2025. O faturamento alcançou US$ 2,117 bilhões, alta de 5,22% em relação aos US$ 2,012 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
O açúcar apresentou queda tanto em julho quanto no acumulado do ano.
Em julho, foram exportadas 2,992 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 16,63% inferior às 3,589 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.
A receita caiu 30,13%, de US$ 1,474 bilhão para US$ 1,030 bilhão. O preço médio também diminuiu, de US$ 410,67 para US$ 344,18 por tonelada, retração de 16,19%.
De janeiro a julho, os embarques somaram 15,265 milhões de toneladas, 7,12% abaixo das 16,436 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo de 2025. O faturamento acumulado foi de US$ 5,445 bilhões, queda de 26,11% frente aos US$ 7,369 bilhões do ano anterior.
O preço médio no período ficou em US$ 356,67 por tonelada, contra US$ 448,35 nos sete primeiros meses de 2025, redução de 20,45%.
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