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Expert XP 2026: Mike Pompeo defende tarifas de Trump como proteção à indústria dos EUA
Publicado 24/07/2026 • 21:15 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 24/07/2026 • 21:15 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O ex-secretário de Estado americano do primeiro governo Trump, Mike Pompeo, defendeu nesta sexta-feira (24) a política tarifária da Casa Branca e afirmou que as medidas buscam proteger a indústria americana.
Durante participação na Expert XP 2026, em São Paulo, Pompeo disse não enxergar motivação política nas tarifas anunciadas por Trump. Segundo ele, as barreiras comerciais devem ser entendidas como instrumentos para corrigir distorções nas relações dos Estados Unidos com outros países e preservar oportunidades para empresas e trabalhadores americanos.
“O presidente e seu representante de Comércio, Jamieson Greer, que é um bom sujeito, estão tentando entregar aos EUA um modelo em que a indústria americana possa continuar a prosperar e crescer”, disse Pompeo a jornalistas.
A declaração ocorre em meio a uma nova escalada da política comercial de Trump, que atingiu diretamente o Brasil por duas frentes. Desde quarta-feira (22), a maior parte das importações brasileiras está sujeita a uma tarifa adicional de 25%. Nesta sexta-feira, entrou em vigor outra sobretaxa, de 12,5%, aplicada ao Brasil e a dezenas de outras economias.
Os dois encargos foram adotados em processos diferentes. Por isso, produtos incluídos simultaneamente nas duas medidas podem acumular uma tarifa adicional de 37,5%, além da alíquota regular já cobrada na entrada nos Estados Unidos. O impacto efetivo varia conforme a classificação de cada mercadoria e as listas de exceções estabelecidas pelo governo americano.
Leia também: Expert XP 2026: BC busca equilíbrio entre controle da inflação e atividade econômica, diz Galípolo
Pompeo também citou a triangulação de mercadorias chinesas como um dos fatores de pressão sobre a indústria dos Estados Unidos.
Segundo o ex-secretário, produtos fabricados na China passariam por outros países antes de entrar no mercado americano. Na avaliação apresentada por ele, essa prática prejudica empresários e industriais dos Estados Unidos ao permitir que mercadorias chinesas contornem barreiras comerciais.
“Os países estão, francamente, roubando o que é nosso e despejando de volta aqui. As pessoas estão fazendo triangulação de produtos que saem da China. Então, com as tarifas impostas sobre a China, o produto vai para o México e chega aos EUA sem tarifa”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCPompeo mencionou o México ao descrever esse fluxo. A afirmação representa a avaliação do ex-integrante do governo americano. Ele não apresentou, durante a fala, dados sobre o volume das mercadorias ou os setores envolvidos.
O argumento está alinhado à justificativa da administração Trump para o uso de tarifas. O governo americano sustenta que a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 pode ser usada contra práticas estrangeiras consideradas injustificáveis, discriminatórias ou prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos.
Ao comentar as relações entre Brasília e Washington, Pompeo afirmou que conversas diplomáticas e econômicas podem contribuir para a flexibilização de algumas decisões do governo Trump.
“Pode contar comigo para tarifa zero. Vamos todos competir, e que vença o produtor mais eficiente de determinado bem ou serviço. Espero que a gente consiga chegar a esse ponto”, disse.
A avaliação ocorre enquanto o governo brasileiro e setores exportadores tentam reduzir os efeitos das novas barreiras e ampliar o diálogo com a Casa Branca.
No processo que resultou na tarifa de 25%, o USTR informou que manteve consultas com o governo brasileiro, mas considerou que as negociações não haviam solucionado satisfatoriamente as preocupações americanas. O órgão também realizou uma audiência pública antes da decisão final.
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