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Fachin divulga nota ‘neutra’ sobre caso Master; ‘História é implacável com quem tenta destruir instituições’
Publicado 23/01/2026 • 11:49 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 23/01/2026 • 11:49 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Foto: Fellipe Sampaio
Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta quinta-feira (22) uma nota institucional sobre as investigações envolvendo fraudes financeiras no país. Sem citar diretamente o caso do Banco Master, Fachin afirmou que eventuais irregularidades serão examinadas e defendeu a atuação das instituições dentro dos limites constitucionais.
Na nota, Fachin afirma que situações com impacto direto sobre o sistema financeiro nacional exigem resposta firme, coordenada e estritamente constitucional. Segundo ele, momentos de crise reforçam a importância do império da legalidade, do discernimento e da serenidade institucional.
Ao tratar das competências institucionais, o presidente da Corte ressaltou que cabe ao Banco Central do Brasil assegurar a estabilidade do sistema financeiro, a continuidade das operações bancárias e a proteção de depositantes, com autonomia técnica e sem ingerências indevidas.
O presidente do STF também enfatizou o papel da Polícia Federal na apuração de crimes como gestão temerária, fraude financeira, lavagem de dinheiro e manipulação de informações.
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Segundo Fachin, compete à Procuradoria-Geral da República promover a persecução penal e controlar a legalidade das investigações. Ao STF, afirmou, cabe garantir o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
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Siga o Times | CNBCO ministro mencionou que a supervisão judicial das investigações segue em curso sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.
O ministro esclareceu que o Tribunal Pleno está em recesso e que, nesse período, matérias urgentes são analisadas pela Presidência ou pelo relator. Atualmente, a Presidência do STF é exercida pelo vice-presidente, Alexandre de Moraes.
Decisões tomadas durante o recesso, segundo Fachin, serão submetidas posteriormente ao colegiado, respeitando o devido processo constitucional.
Em tom mais duro, Fachin afirmou que o STF não se curva a ameaças ou intimidações. Para ele, tentativas de desmoralizar a Corte representam ataques diretos ao Estado democrático de direito.
“A história é implacável com aqueles que tentam destruir instituições para proteger interesses escusos ou projetos de poder”, escreveu Fachin na nota.
Ao concluir, Fachin afirmou que todas as instituições podem e devem ser aperfeiçoadas, mas jamais destruídas. Segundo ele, transparência, ética e credibilidade fortalecem o Estado de direito e devem orientar a atuação institucional.
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