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Fala de Dino sobre prisões acende alerta em alvos de investigações no STF

Publicado 16/09/2026 • 17:00 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Flávio Dino afirmou no plenário do STF que havia chegado atrasado porque estava “decretando prisão de gente”, mas não identificou o alvo da decisão.
  • A ausência de detalhes aumentou a expectativa entre advogados e integrantes do meio político que acompanham processos sob a relatoria do ministro.
  • Entre os casos conduzidos por Dino estão investigações relacionadas ao filme “Dark Horse”, ao deputado Cezinha de Madureira e um dos inquéritos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Flavio Dino

Foto: Agência Brasil

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Uma frase dita por Flávio Dino durante a turbulenta sessão do Supremo Tribunal Federal desta terça-feira (15) deixou uma pergunta entre advogados e pessoas cujas investigações estão sob responsabilidade do ministro: quem teve a prisão decretada?

Dino afirmou que havia se atrasado para o julgamento porque estava “decretando prisão de gente”. Não revelou nomes, o processo envolvido nem quantas pessoas eram alvo da decisão.

A falta de detalhes provocou expectativa no meio político e colocou defesas que acompanham procedimentos sob a relatoria do ministro em alerta.

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Casos sensíveis estão nas mãos de Dino

Dino concentra atualmente investigações com diferentes núcleos e personagens de forte exposição política.

Uma delas envolve suspeitas de desvio de recursos públicos relacionadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. A apuração inclui a destinação de emendas parlamentares e possíveis conexões entre empresas, entidades e recursos usados na produção.

Dino também autorizou medidas na investigação que tem entre os alvos o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). A Polícia Federal apura suspeitas de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro. O parlamentar nega irregularidades.

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Na segunda-feira (14), Cezinha foi alvo de busca e apreensão autorizada pelo ministro. Não houve ordem de prisão contra o deputado naquela operação. A PF tentou localizar o celular do parlamentar, que informou que o aparelho havia sido roubado três dias antes.

Dino ainda relata um dos inquéritos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no qual são investigadas suspeitas de tráfico de influência.

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Dino não disse a qual processo se referia

A declaração surgiu durante uma conversa informal com Edson Fachin sobre o volume de trabalho no Supremo.

Dino perguntou se o presidente da Corte havia assistido a um vídeo do humorista Fábio Porchat sobre a sucessão de acontecimentos envolvendo o tribunal.

“Eu cheguei atrasado porque eu estava decretando prisão de gente, porque é tanta petição, presidente”, afirmou.

Fachin respondeu que não tinha conseguido assistir ao vídeo porque estava ocupado com os documentos que chegavam à Corte.

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