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Fazenda de SP faz “follow the money” para proteger fisco em caso Genial, diz especialista
Publicado 04/05/2026 • 16:30 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 04/05/2026 • 16:30 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
O bloqueio de R$ 176 milhões ligados à Genial Investimentos pela Secretaria da Fazenda de São Paulo faz parte de uma estratégia de rastreamento financeiro para proteger o interesse do fisco, segundo Carlos Akira Sato, especialista em mercados regulados.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Sato afirmou que a medida segue a lógica conhecida como “follow the money” (“siga o dinheiro, em tradução livre), usada para mapear operações financeiras identificadas em investigações.
“O que a Secretaria da Fazenda está fazendo neste momento é o que chamamos de follow the money. Ela está rastreando todas as operações que foram descobertas durante as investigações das autoridades e adotando medidas para preservar o interesse do fisco”, disse.
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Genial Investimentos: entenda o que levou ao bloqueio de R$ 176 mi em ação da Fazenda de SP
A medida ocorre no âmbito da operação Carbono Oculto. A investigação aponta que a organização criminosa teria usado estruturas sofisticadas para legitimar capitais ilícitos.
Sato afirmou que houve a formalização de um empréstimo por meio de uma Cédula de Crédito Bancário, garantida por CDBs da Genial adquiridos por empresas investigadas. Na avaliação dele, a estrutura teria sido criada, aparentemente, para dificultar a identificação da origem dos recursos.
A ação cautelar da Fazenda paulista busca reaver R$ 7,6 bilhões em ICMS, valor que já inclui juros e multas. Segundo o especialista, o bloqueio preventivo foi solicitado após o mapeamento das transações envolvendo os grupos investigados.
“A Fazenda fez todo o mapeamento das transações que envolvem os grupos investigados e chegou nesses valores da Genial Investimentos. Pediram esse bloqueio preventivo, onde existe toda a possibilidade de defesa de todas as partes envolvidas”, afirmou.
Sato também avaliou que o caso reforça a necessidade de ampliar a estrutura dos órgãos de fiscalização do mercado financeiro.
“Nossos fiscalizadores, Banco Central e CVM, precisam de mais investimentos em pessoas e sistemas para aumentar essa fiscalização. As instituições são obrigadas a manter estruturas de compliance e governança para evitar que isso ocorra”, disse.
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