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Innovation Week: Economia prateada movimenta R$ 1,5 trilhão e exige nova visão do mercado, diz Gilmara Espino

Publicado 06/08/2026 • 16:36 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A economia prateada reúne consumidores com perfis cada vez mais diversos.
  • Mercado ainda trata o público 60+ como um grupo homogêneo e perde oportunidades de negócios.
  • Longevidade exige um ecossistema com inovação, políticas públicas e combate ao etarismo.

A economia prateada deixou de ser uma tendência para se consolidar como um dos principais motores de consumo do país, avalia Gilmara Espino, colunista do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Nesta quinta-feira (6), durante o Rio Innovation Week, ela afirmou que o envelhecimento da população abre espaço para novos modelos de negócios, mas ainda encontra um mercado pouco preparado para atender esse público.

Segundo Gilmara, o consumidor acima dos 60 anos reúne características muito diferentes das gerações anteriores. Além de viver mais, ele acumulou patrimônio, conquistou maior autonomia e busca decidir como investir seu tempo e seu dinheiro.

“Estamos falando de uma parcela da população que conseguiu acumular algum capital, ganhou cerca de 20 anos de vida e tem sabedoria para escolher onde quer investir esse tempo e esses recursos. É um perfil consumidor muito forte.”

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Ela destacou que somente a economia prateada já movimenta R$ 1,5 trilhão no Brasil e continua em expansão, o que exige um ambiente favorável ao desenvolvimento desse mercado.

“Para aproveitar todas essas oportunidades, precisamos de um ecossistema completo, com políticas públicas, financiamento para startups, tecnologia e uma sociedade mais consciente sobre etarismo, longevidade e planejamento financeiro.”

A colunista também ressaltou o papel da imprensa na construção dessa nova realidade. “Não há como pensar em um envelhecimento saudável e sustentável sem o apoio das mídias e da imprensa. Nisso, o Times Brasil saiu na frente. Não tenho a menor dúvida.”

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Consumidores 60+ não formam um único perfil

Na avaliação de Gilmara, um dos principais erros das empresas é enxergar toda a população acima de 60 anos como um grupo homogêneo.

Segundo ela, a segmentação tradicional baseada apenas na idade deixou de fazer sentido diante da diversidade de comportamentos observada entre os consumidores mais velhos. “A gente aprendeu a desenhar estratégias olhando apenas para a faixa etária. Hoje isso não funciona mais. Existem diferentes perfis de autonomia, desejos e consumo.”

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Ela citou estudos apresentados durante o evento que identificam perfis distintos entre os idosos, como aqueles que buscam novas experiências e viagens e outros que concentram seus gastos na convivência familiar e no apoio aos filhos e netos.

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“Muitas vezes o consumo dessa população nem é voltado para ela mesma. Há pessoas acima dos 50 anos que continuam sendo arrimo de família e ajudam na educação dos netos ou no sustento dos filhos.”

Para Gilmara, a falta dessa visão segmentada faz com que empresas deixem de desenvolver produtos e serviços específicos para um mercado em franca expansão. “A gente não foi educado a pensar a população mais idosa de forma fragmentada. Por isso, acaba perdendo oportunidades.”

Longevidade muda a forma de enxergar a idade

Gilmara afirmou que o avanço da longevidade também está transformando a maneira como a sociedade enxerga o envelhecimento.

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Segundo ela, fatores como alimentação, atividade física, convivência social e genética passaram a definir muito mais o estilo de vida das pessoas do que a idade registrada nos documentos. “Carteira de identidade não define mais a idade. O que vai nos definir é o equilíbrio entre alimentação, exercício físico, vida social e genética.”

Na avaliação da colunista, a imagem tradicional associada ao envelhecimento já não corresponde à realidade atual.

“A população está vivendo mais e de uma forma completamente diferente daquela imagem antiga que se tinha do idoso. A sociedade precisa se acostumar com essa nova realidade”, concluiu.

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