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Genial Investimentos: entenda o que levou ao bloqueio de R$ 176 mi em ação da Fazenda de SP
Publicado 04/05/2026 • 15:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 04/05/2026 • 15:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Divulgação
A Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP) determinou o bloqueio de R$ 176 milhões ligados ao grupo Genial Investimentos. A medida faz parte de uma ação cautelar fiscal mais ampla, que busca recuperar valores bilionários supostamente sonegados por empresas do setor de combustíveis.
O caso envolve uma estrutura financeira complexa, com operações entre fundos, empréstimos e garantias. As autoridades investigam possíveis irregularidades, incluindo lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
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O caso que levou à ação da Sefaz-SP tem como foco as empresas Ásper e Copape, que atuam na distribuição e formulação de combustíveis. Os empresários Mohamad Hussein e Roberto Augusto Leme, conhecidos como Primo e Beto Louco, controlam os negócios.
As autoridades investigam as empresas na Operação Carbono Oculto por suspeitas de sonegação fiscal e organização criminosa. Ao todo, a Fazenda tenta recuperar cerca de R$ 7,6 bilhões em ICMS, já com juros e multas, de acordo com informações do UOL.
Lançada em 28 de agosto de 2025 pela Receita Federal e pelo Ministério Público de São Paulo, a Operação Carbono Oculto ficou marcada como a maior ação já realizada no país contra o crime organizado.
Ao todo, 1.400 agentes atuaram simultaneamente, com alvos em 350 pessoas e empresas distribuídas por oito estados. As investigações envolvem suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e crimes contra a ordem econômica.
De acordo com as apurações, o PCC mantinha controle sobre pelo menos 40 fundos de investimento, que somavam cerca de R$ 30 bilhões em patrimônio.
Além disso, o grupo operava uma fintech usada como um banco paralelo, que movimentou sozinho R$ 46 bilhões sem rastreamento entre 2020 e 2024. No total, os tributos sonegados ultrapassam R$ 7,5 bilhões.
A relação entre o grupo investigado e a Genial começou no segundo semestre de 2024. Nesse período, os empresários migraram suas operações financeiras após um rompimento com a gestora Reag, liquidada pelo Banco Central.
Com essa mudança, as empresas investigadas levaram para a Genial um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) de cerca de R$ 500 milhões, ligado a uma carteira de crédito consignado.
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O bloqueio de R$ 176 milhões está ligado a uma operação específica. Uma empresa do grupo, a usina Itajobi, aplicou esse valor em CDBs da Genial por meio do fundo Radford. Em seguida, a instituição concedeu um empréstimo, via Cédula de Crédito Bancário (CCB), usando o mesmo CDB como garantia.
Parte dos recursos foi direcionada para uma empresa chamada Berna, que utilizou o montante para adquirir cotas de um fundo imobiliário. Esse fundo, posteriormente, passou por mudanças de administração ao longo do tempo.

As operações apontam que a empresa Berna possui cerca de 20 imóveis avaliados em mais de R$ 200 milhões, incluindo terrenos em regiões da cidade de São Paulo e postos de combustíveis.
Esses bens foram usados como garantia em operações financeiras, mesmo já existindo garantias anteriores. Para os investigadores, essa estrutura pode indicar uso de recursos próprios para aquisição indireta de patrimônio, com objetivo de ocultação e blindagem.
Após o avanço das investigações, houve uma tentativa de desfazer as operações financeiras. No entanto, a Justiça entendeu que a movimentação poderia configurar uma tentativa de evitar a execução. Em outubro, uma decisão classificou a estrutura como possível “fraude à ordem de execução” e manteve o bloqueio dos valores. A Genial recorreu, mas perdeu, com decisão mais recente em 9 de janeiro.
Em nota, a Genial afirmou que atua em conformidade com as normas do mercado financeiro e segue padrões de governança e transparência.
A instituição destacou que o caso envolve um fundo sob sua administração e reforçou que exerce o papel de administradora fiduciária dentro das regras. Além disso, a Genial Investimentos informou que não é investigada na operação, mas colabora com as autoridades.
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