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Flávio Bolsonaro entrou nos EUA com autorização humanitária e permissão para ficar por um ano no país

Publicado 29/10/2026 • 07:35 | Atualizado há 25 minutos

KEY POINTS

  • Flávio Bolsonaro entrou nos Estados Unidos com autorização humanitária que permite sua permanência no país até outubro de 2027.
  • Senador deixou o Brasil após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou o cancelamento de seus passaportes.
  • Parlamentar é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, além de ser alvo de outro pedido de inquérito encaminhado pela PF.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28) com uma autorização humanitária que permite sua permanência no país por um ano. O documento, emitido pelas autoridades migratórias americanas, estabelece outubro de 2027 como prazo de validade da permissão.

O registro de entrada foi concedido na categoria identificada pela sigla “DT”, utilizada para autorizações de caráter humanitário. A classificação consta em documento da agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos.

Apesar de permitir a entrada e a permanência temporária no território americano, a autorização nesses moldes não corresponde à emissão de um visto convencional.

Viagem aos Estados Unidos

Flávio Bolsonaro chegou a Miami acompanhado da esposa e das duas filhas, por volta das 10h23, no horário de Brasília.

A família viajou em uma aeronave que partiu da Argentina na noite de terça-feira (27), com uma escala no Equador antes de seguir para os Estados Unidos. O deslocamento ocorreu em meio a informações sobre uma possível saída do senador do Brasil. Desde a manhã de terça-feira, circulavam notícias de que o parlamentar teria deixado o território brasileiro.

Entretanto, naquele momento, Flávio ainda estava no país. A travessia da fronteira com a Argentina aconteceu somente durante a noite.

Leia também: Nos EUA, Flávio Bolsonaro diz que houve fraude na eleição

Governo americano confirma concessão de vistos

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Na tarde de terça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que autorizaria a entrada de Flávio Bolsonaro no país, embora tenha afirmado que desconhecia a localização do senador naquele momento. Posteriormente, o Departamento de Estado disse que o governo concederia vistos ao parlamentar e aos integrantes de sua família.

Decisão do STF determinou cancelamento dos passaportes

A saída de Flávio Bolsonaro ocorreu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou o cancelamento de todos os passaportes emitidos em nome do senador.

A Polícia Federal (PF) havia intimado o parlamentar a entregar os documentos. No entanto, segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, ele não cumpriu a ordem judicial e deixou de apresentar os passaportes às autoridades. Antes da decisão, a própria PF havia informado ao ministro do STF sobre a existência de um risco concreto de saída do senador do território nacional.

Na segunda-feira (26), um dia antes da viagem, Flávio declarou publicamente que não pretendia deixar o Brasil. Na ocasião, afirmou que assumiria a liderança da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Senador é investigado por suspeitas de crimes financeiros

Flávio Bolsonaro também enfrenta investigações no Supremo Tribunal Federal relacionadas a possíveis irregularidades financeiras. Um dos procedimentos apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção envolvendo a produção do filme Dark Horse, dedicado à trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro.

Em maio de 2026, vieram a público informações de que o senador havia solicitado recursos a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, para financiar a produção cinematográfica. Até o momento, Flávio não apresentou prestação de contas referente ao filme.

Outra frente de investigação envolve um pedido de abertura de inquérito encaminhado pela Polícia Federal ao STF. Nesse caso, a apuração está relacionada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador e apontado como sócio oculto da casa de apostas BestBet. Willer figura oficialmente entre os sócios da empresa.

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