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Superquarta: Copom deve cortar Selic a 13,75% enquanto Fed eleva juros pela primeira vez em três anos
Publicado 16/09/2026 • 07:52 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 16/09/2026 • 07:52 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Foto: REUTERS/Aaron Schwartz
A taxa Selic deve ser cortada em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16), segundo a projeção majoritária do mercado financeiro, apurada por Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. A decisão será revelada após as 18h.
Cerca de três horas antes, por volta das 15h (Brasília) o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, deve elevar sua taxa básica de juros pela primeira vez em três anos. As duas decisões saem no mesmo dia, na chamada Superquarta, e apontam para direções opostas na política monetária das duas maiores economias das Américas.
Para o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, os dois bancos centrais devem seguir direções opostas nesta semana. Enquanto o Comitê de Política Monetária deve cortar a Selic, o Fed deve elevar sua taxa básica pela primeira vez desde julho de 2023.
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O Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, em decisão unânime, projeta o Banco Pine. O economista-chefe da instituição, Cristiano Oliveira, avalia que a comunicação deve permanecer cautelosa, com o Comitê reconhecendo a melhora da inflação corrente e a moderação da atividade, mas mantendo o alerta de que as expectativas seguem acima da meta e de que o ambiente externo apresenta riscos.
O Copom não deve sinalizar explicitamente a reunião seguinte, segundo o Banco Pine. A instituição espera que o Comitê deixe em aberto a continuidade da calibração, condicionando os próximos passos à evolução dos dados.
O Banco BTG Pactual projeta o mesmo corte de 0,25 ponto percentual, seguido de pausa em novembro. Para o head de pesquisa macroeconômica da instituição, Tiago Berriel, a pausa ajudaria a estabilizar as expectativas de inflação e permitiria ao Copom avaliar a política econômica do próximo governo.
Nos Estados Unidos, o Fed deve elevar o intervalo da taxa dos Fed Funds em 0,25 ponto percentual, de 3,50%-3,75% para 3,75%-4,00%, movimento que representaria a primeira alta de juros em três anos, segundo o Banco Pine.
A decisão será um teste para o presidente do Fed, Kevin Warsh, que assumiu o comando da instituição em maio e já havia indicado a necessidade de agir caso a inflação subjacente não retomasse uma trajetória clara de convergência à meta, aponta a instituição.
A probabilidade de alta subiu de cerca de 60% para perto de 90% nos últimos dias, segundo a Nomad. O economista sênior da casa, Vitor Kayo, atribui o movimento a um discurso mais duro de Warsh em Jackson Hole, a dados de inflação de agosto mais resistentes do que o esperado e à disparada do petróleo para acima de US$ 100 o barril, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
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Siga o Times | CNBCAlém da decisão de juros, o Fed deve divulgar novas projeções para crescimento, inflação e juros. Mais do que a magnitude da alta, o mercado deve avaliar a função de reação apresentada por Warsh e os sinais sobre os próximos passos, segundo o Banco Pine.
O movimento não fica restrito aos Estados Unidos. O Banco Central Europeu já retomou a alta de juros, o Banco da Inglaterra deve manter a taxa em 3,8% ao ano, e o Banco do Japão deve elevar a taxa básica para 1,25%, maior nível desde 1995, aponta o Banco Pine.
A combinação dos movimentos indica uma postura mais restritiva entre os principais bancos centrais do G7, com efeitos possíveis sobre os juros globais, o dólar, o iene e as operações de carry trade, ainda segundo a instituição.
Para o CEO do Grupo Intra, Valdir Piran Jr., o Banco Central poderá considerar um corte maior nas próximas reuniões, em torno de 0,50 ponto percentual, caso os próximos indicadores confirmem a desaceleração da atividade e uma trajetória mais favorável da inflação. Ele cita a queda de 0,8% no varejo em julho, oito vezes acima da expectativa do mercado, entre os fatores que ampliam esse espaço.
Já o analista da Ouro Preto Investimentos, Sidney Lima, pondera que o corte de 0,25 ponto reforça a continuidade gradual do ciclo, mas não justifica uma aceleração enquanto as expectativas para o fim do ano permanecerem acima da meta e houver risco de recomposição da energia, do petróleo e dos alimentos.
O CEO da MA7 Capital, André Matos, chama atenção para o Focus, que projeta a inflação deste ano em 5%, meio ponto percentual acima do teto de 4,5%. Para ele, a expectativa embutida hoje é de que a inflação volte a ultrapassar o limite até dezembro, mesmo com a deflação registrada em agosto.
Para os próximos meses, as projeções também divergem. A Nomad estima que a Selic feche 2026 em 13,75%, com novos cortes só em 2027, até 12%. O Banco Pine projeta um cenário-base de 13,25% ao final deste ano, com continuidade gradual da flexibilização em 2027. Já o BTG Pactual trabalha com Selic em 13,75% no fim de 2026 e 12,50% no fim de 2027.
Do outro lado, a Nomad projeta mais uma alta de 0,25 ponto ainda em 2026, levando o Fed Funds para o intervalo entre 4% e 4,25%, seguida de outras duas altas em 2027, até 4,50% e depois 4,75%.
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