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FenaSaúde: Procedimentos sem indicação podem ameaçar a vida de pacientes, diz Wadih Damous, presidente da ANS
Publicado 24/08/2026 • 21:26 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 24/08/2026 • 21:26 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
As fraudes no setor de saúde representam uma ameaça que vai além dos impactos financeiros sobre a saúde suplementar e pode colocar diretamente em risco a vida dos pacientes, afirmou Wadih Damous, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em entrevista nesta segunda-feira (24) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, durante evento da FenaSaúde em Brasília, ele defendeu uma atuação coordenada entre órgãos públicos para combater irregularidades envolvendo procedimentos e dispositivos médicos.
“A ANS tem um papel muito importante, porque essa questão das fraudes nesse setor é algo que diz respeito à nossa regulação”, afirmou Damous.
Segundo o presidente da agência, porém, o enfrentamento das irregularidades ultrapassa as competências exclusivas da ANS e exige participação de diferentes instâncias do poder público.
Damous classificou o problema como transversal, por envolver diferentes órgãos reguladores, fiscalizadores e de controle.
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“É um tema transversal, ou seja, ele atinge diversas outras instâncias governamentais, diversas outras agências”, explicou. Entre os órgãos citados pelo presidente da ANS estão a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outras instituições públicas.
O enfrentamento também envolve, segundo Damous, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União (TCU). Dentro de suas atribuições, a ANS pode contribuir para estabelecer um ambiente regulatório capaz de dificultar a ocorrência dessas práticas.
“A ANS tem o seu conjunto de competências que lhe permite ajudar a criar um cenário mais favorável no sentido de coibir esse tipo de fraude, coibir esse tipo de atividade criminosa”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCPara Damous, combater as fraudes é necessário não apenas para proteger financeiramente o sistema de saúde. As irregularidades podem ter consequências diretas para pessoas submetidas a procedimentos médicos sem necessidade.
“Isso põe em risco não só a sustentabilidade do sistema, isso põe em risco a saúde e a vida de pacientes”, alertou.
O presidente da ANS citou como exemplo as irregularidades reveladas há uma década pela CPI da chamada máfia das próteses, que investigou práticas envolvendo a utilização de órteses e próteses.
“Nós sabemos que o chamado escândalo da máfia das próteses, que aconteceu há 10 anos, trouxe notícias de que houve procedimentos desnecessários”, afirmou Damous.
Entre as práticas identificadas naquele período, Damous destacou a implantação desnecessária de próteses e órteses em pacientes, expondo pessoas a procedimentos sem justificativa médica.
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Segundo ele, esse tipo de conduta “põe em risco a vida dessas pessoas, põe em risco a saúde dessas pessoas” e pode produzir consequências permanentes.
O presidente da ANS ressaltou que intervenções médicas desnecessárias podem “criar danos irreversíveis e, às vezes, até a morte”.
Diante da gravidade dos riscos, Damous defendeu uma postura ativa dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pela regulação da saúde suplementar. “Nós não podemos quedar silentes nem ficar paralisados diante de um cenário como esse”, concluiu.
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