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Entrelinhas de Mercado: Saúde pet já representa metade da companhia, diz CEO da Petlove Talita Lacerda
Publicado 11/08/2026 • 22:36 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 11/08/2026 • 22:36 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A área de saúde pet já representa cerca de metade da Petlove e ainda está no começo de sua trajetória de crescimento, afirmou Talita Lacerda, CEO da companhia.
Em entrevista ao Entrelinhas de Mercado, do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Talita disse que a empresa identificou na saúde uma das principais dores dos tutores: a preocupação de conseguir oferecer cuidado de qualidade aos animais.
“A dor de cuidar bem da saúde do pet, a culpa de prover esse cuidado, a gente mapeava como a principal dor do tutor”, afirmou.
A Petlove comprou duas empresas do setor que, juntas, tinham cerca de 60 mil vidas. Hoje, segundo a CEO, a companhia já ultrapassou 1 milhão de vidas e segue em forte expansão.
“Hoje, para a gente, esse negócio é mais ou menos metade da Petlove”, disse.
Apesar do crescimento, Talita afirmou que a penetração de planos de saúde pet no Brasil ainda é baixa. Segundo ela, menos de 2% da população de pets tem um plano.
Para a executiva, isso mostra que ainda há espaço relevante para crescimento, principalmente porque a Petlove conseguiu desenvolver produtos com preço mais acessível.
“Metade da nossa base é da classe C, e a gente tem uma penetração também na classe D”, afirmou. “A gente não vê um teto perto para isso.”
Leia também: Mercado pet brasileiro deve bater recorde de faturamento em 2026
Talita disse que o e-commerce foi decisivo para a construção da Petlove, porque ajudou a criar um hábito de compra e também deu à empresa uma base de tecnologia, dados e relacionamento com os tutores.
A categoria pet tem itens de alta recorrência, como ração, medicamentos, antipulgas, tapetes higiênicos e areia. Isso favoreceu o modelo de agendamento e, depois, a evolução para assinatura paga.
Segundo a CEO, mais de 80% da receita do varejo da Petlove vem hoje do modelo de assinatura.
“O e-commerce ajudou a Petlove a construir uma série de competências, a nossa área de tecnologia, de dados, uma série de fundações que nos permitiram desenvolver outros negócios com o mesmo DNA”, afirmou.
A CEO disse que a Petlove trabalha para consolidar uma visão única do pet, do tutor e do médico veterinário. A ideia é reunir histórico de saúde, compras, interações e informações relevantes para gerar recomendações mais precisas.
Segundo Talita, a empresa quer transformar dados em mais saúde para os animais.
“Agora o grande poder é como transformar isso em mais saúde para o pet”, disse.
Entre as iniciativas, está a criação de um score de saúde dentro do aplicativo, com recomendações baseadas nas informações disponíveis e curadoria de médicos veterinários.
A entrada no varejo físico nasceu de conversas com clientes e da percepção de que parte dos hábitos de compra ainda acontecia no canal offline, afirmou Talita.
Segundo ela, as lojas ajudam a explicar a proposta da Petlove, vender planos de saúde, oferecer serviços e criar uma relação mais próxima com os tutores.
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Siga o Times | CNBC“O canal físico é um ponto de experiência com a marca”, disse.
A executiva afirmou que a expansão das lojas está ligada às regiões onde a Petlove já é forte no online e nos planos de saúde. Embora as unidades também tenham boa rentabilidade, o papel principal, segundo ela, é fortalecer a relação com o cliente.
A Petlove também desenvolveu um ecossistema voltado a médicos veterinários. Segundo Talita, a rede credenciada da companhia tem mais de 10 mil parceiros.
Além disso, mais de 160 mil médicos veterinários usam algum aplicativo da Petlove, incluindo sistemas gratuitos. A empresa também atua com softwares pagos de gestão e prescrição.
“O sucesso desse parceiro é o sucesso da Petlove”, afirmou.
A companhia lançou ainda a plataforma Vetlove, voltada ao apoio de veterinários parceiros, com serviços como consultas com psicólogos, academia e cursos de gestão e formação.
Talita afirmou que a Petlove vê serviços como uma frente estratégica de crescimento. A empresa já oferece banho e tosa, hospedagem e outras soluções, algumas ainda em fase beta.
A ambição, segundo ela, é concentrar tudo o que o tutor precisa para cuidar do pet.
“A gente quer ser seu parceiro na longevidade e bem-estar do seu pet”, disse.
A CEO afirmou que, no futuro, a companhia pode caminhar para uma divisão mais equilibrada entre varejo, saúde e outros serviços.
Leia também: Quanto custa ter um pet em 2026? Veja os gastos que mais pesam no bolso
Questionada sobre concorrência, Talita disse que o maior desafio da Petlove ainda é criar mercado, e não apenas disputar participação com outros players.
Segundo ela, a estratégia é oferecer uma proposta especializada, com assinatura, produtos exclusivos, serviços e relação de confiança construída ao longo dos anos.
“A gente não quer resolver o problema da mesma forma que todo mundo está resolvendo. A gente quer ter uma proposta de valor que realmente é diferente”, afirmou.
Para os próximos anos, Talita vê duas grandes tendências no mercado: saúde e bem-estar, com crescimento de rações naturais, e longevidade, com avanço de suplementos, diagnósticos e cuidado preventivo.
A Petlove apoia a Pet More Time, empresa que desenvolveu suplemento voltado ao aumento da longevidade dos animais.
Segundo a CEO, também crescem a preocupação com obesidade, exames e acompanhamento preventivo.
“Uma das categorias que a gente acredita que mais vão crescer no longo prazo é exames e melhores diagnósticos”, afirmou.
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