Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Operação contra crime no setor de combustíveis revela avanço de fraudes sofisticadas e lavagem de dinheiro
Publicado 28/05/2026 • 12:55 | Atualizado há 55 minutos
BREAKING NEWS:
ALERTA DE MERCADO:
Petrobras aumenta preço da gasolina em R$ 0,48 para distribuidoras
CEO da Ferrari defende preço de US$ 640 mil do primeiro carro totalmente elétrico da marca
Jamie Dimon diz que JPMorgan pode gastar até R$ 101 bilhões em aquisições
Ações da Abercrombie sobem 12% após balanço superar expectativas apesar de impacto da guerra com Irã
Semicondutores, aéreas e varejo: veja as ações que lideram em Wall Street nesta quarta (27)
Amazon começa a vender sua tecnologia de I.A. para e-commerce a outros varejistas
Publicado 28/05/2026 • 12:55 | Atualizado há 55 minutos
KEY POINTS
O crime organizado se sofisticou fortemente nos últimos anos e encontrou no setor de combustíveis um dos principais ambientes para atuação financeira e lavagem de dinheiro, afirmou o presidente do Instituto Combustível Legal (ICL), Emerson Kapaz, ao comentar a nova fase da Operação Fluxo Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28).
Segundo ele, o tamanho do mercado e a complexidade da cadeia de distribuição ajudam a explicar o interesse crescente das organizações criminosas pelo setor. “Combustíveis é talvez o grande foco de atuação deles”, ressaltou, em entrevista ao Real Times, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Kapaz destacou que o segmento movimenta quase R$ 1 trilhão por ano, com cerca de R$ 250 bilhões em arrecadação tributária, além de envolver aproximadamente 45 mil postos e quase 300 distribuidoras espalhadas pelo país.
Na avaliação do executivo, os grupos criminosos deixaram de atuar apenas nos postos de combustíveis e passaram a se infiltrar em diferentes etapas da cadeia produtiva, incluindo empresas de logística, transporte e operações financeiras. “Eles estão na cadeia produtiva, são transportadoras, empresas de logística e agora sistema financeiro”, pontuou.
Leia também: Operação “Fluxo Oculto” investiga fintechs ligadas à lavagem de dinheiro no setor de combustíveis
Kapaz afirmou que a primeira fase da operação já havia revelado uma estrutura financeira sofisticada usada para ocultação de recursos por meio de fintechs, fundos e criptomoedas. Segundo ele, muitas dessas operações dificultavam a identificação da origem do dinheiro movimentado. “Era um paraíso fiscal na Faria Lima, dentro do Brasil”, frisou.
O executivo explicou que o modelo conhecido como “conta bolsão” permitia que recursos transitassem sem identificação clara dos verdadeiros proprietários. “Você tendo recurso nessa conta bolsão dentro de uma fintech, não se sabe de quem é esse recurso”, alertou.
De acordo com Kapaz, a operação identificou inicialmente cerca de 40 fintechs ligadas ao esquema, além de outras seis instituições financeiras descobertas posteriormente.
Leia também: O que é a Portaria nº 1.496 e como ela afeta o mercado de combustíveis
O presidente do ICL afirmou que as fraudes operacionais também evoluíram tecnologicamente nos últimos anos. Segundo ele, sistemas instalados em bombas de combustível conseguem alterar remotamente o volume abastecido sem que o consumidor perceba. “Hoje identificamos softwares muito sofisticados colocados em bombas fraudadas”, destacou.
Kapaz explicou que alguns mecanismos permitem que o posto retorne temporariamente à operação normal quando há fiscalização da ANP. “Se a fiscalização aparece, ele aperta um botão e a bomba volta ao normal”, relatou.
Para tentar identificar essas práticas, o instituto passou a utilizar operações de “cliente misterioso”, em que veículos adaptados realizam abastecimentos monitorados e encaminham os resultados para análise técnica e fiscalização oficial.
Leia também: Subsídios aos combustíveis têm efeito limitado e podem pressionar contas públicas; entenda
Segundo Kapaz, o avanço do modelo de tributação monofásica para gasolina e diesel reduziu parte das fraudes nesses combustíveis, mas acabou deslocando irregularidades para o etanol. “A sonegação migrou para o etanol”, explicou.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleO executivo afirmou que o setor agora trabalha para ampliar o modelo de tributação monofásica também para o etanol, numa tentativa de fechar novas brechas exploradas pelo crime organizado. Na avaliação dele, o combate às fraudes exige monitoramento constante, porque “quando você fecha uma porta, tem que ver quais outras eles vão abrir”, observou.
Kapaz também destacou o aumento da cooperação entre órgãos públicos nas investigações recentes envolvendo o setor de combustíveis. Segundo ele, operações integradas entre Receita Federal, Ministério Público, secretarias estaduais de Fazenda, Procuradorias e forças policiais ampliaram significativamente a capacidade de rastrear esquemas financeiros complexos. “Nunca se fez tanto trabalho contra o crime organizado como agora”, afirmou.
Leia também: Operação Fluxo Oculto: veja os estados e cidades alvo da força-tarefa contra esquema bilionário
Na avaliação do executivo, o avanço das operações tem permitido que empresas legalizadas recuperem espaço no mercado, aumentem faturamento e ampliem a arrecadação tributária. “As empresas sérias têm conseguido ocupar esse espaço”, concluiu.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Bombardier apresenta em SP jato mais rápido do mundo; fila de espera é de 2 anos e custo de US$ 85 mi
2
Copasa: recuo da oferta no dia do anúncio com as propostas já na mesa é ‘mais sério do que ajuste de cronograma’
3
Mais de 200 empresas brasileiras migram para o Paraguai e reduzem custos em até 40%
4
Quanto Santos, Flamengo, Palmeiras e Corinthians podem faturar com a Copa do Mundo 2026?
5
EXCLUSIVO: Mercado de fusões e aquisições no Brasil sobe 114% em valor com menos negócios e mais capital por operação