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Por Nathalia Gimenes
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Publicado 28/05/2026 • 10:15 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Foto: Unsplash
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, nesta quinta-feira (28), a Operação Fluxo Oculto, nova fase das investigações sobre fraudes no setor de combustíveis.
A ação dá continuidade à Operação Carbono Oculto e, dessa forma, mira um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava fintechs e instituições de pagamento como “bancos paralelos”.
Além disso, segundo a investigação, os envolvidos usavam essas empresas para dar aparência de legalidade a transações ligadas a distribuidoras, postos e fundos de investimento do grupo. Também as utilizavam para despesas pessoais dos operadores.
Ao todo, os investigadores identificaram seis instituições de pagamento. Entre elas, estão empresas ligadas aos grupos Ceopag, Sispay, Smart Solutions, YAW e Ello Gestora de Recursos. Essas estruturas atuavam de forma central na movimentação e ocultação dos valores.
Leia também: Operação “Fluxo Oculto” investiga fintechs ligadas à lavagem de dinheiro no setor de combustíveis
A força-tarefa cumpriu 59 mandados em diferentes regiões do país, com foco principal no estado de São Paulo e desdobramentos em outras unidades da federação, conforme o Gov.
As ações ocorreram em cinco estados, sendo eles: São Paulo (capital, Arujá, Atibaia, Barueri, Itupeva, Jardinópolis, Mogi das Cruzes, Paulínia, Rafard, Santos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Votorantim), Paraná (Cascavel e Paranavaí), Mato Grosso do Sul (Iguatemi), Minas Gerais (Belo Horizonte) e Rio de Janeiro (capital).
Além disso, os mandados de busca e apreensão contam com apoio dos GAECOs do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
As investigações também avançaram sobre um núcleo suspeito de desvio de nafta petroquímica, usada na adulteração de combustíveis. O produto era direcionado a terminais e postos da Grande São Paulo, enquanto as vendas eram simuladas para empresas fantasmas espalhadas pelo país.
Apenas um dos esquemas, que utilizava nafta petroquímica, teria causado prejuízo de R$ 200 milhões aos cofres públicos em tributos supostamente sonegados ao longo de dois anos.
Para viabilizar o esquema, os investigados recorriam à abertura de empresas em nome de terceiros, incluindo parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até pessoas privadas de liberdade. Com isso, dificultavam o rastreamento das operações.
Além das fintechs, a apuração identificou o uso de fundos de investimento para ocultar os reais beneficiários do dinheiro.
Os quatro fundos investigados no esquema de desvio de nafta possuem atualmente patrimônio estimado em cerca de R$ 205 milhões. Em alguns casos, esses fundos apresentaram crescimento patrimonial superior a 200% em pouco mais de um ano, segundo o MPSP.
Leia também: Do combustível aos imóveis: o mapa completo do caso Carbono Oculto
A Operação reúne o GAECO, a Receita Federal, a ANP, a Secretaria da Fazenda de São Paulo, a Polícia Civil e a Polícia Militar, além de contar com apoio de outros estados.
Assim, a Operação Fluxo Oculto, busca aprofundar o mapeamento da estrutura financeira usada pelo grupo e reforçar o combate à lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
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