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Governo reajusta preço-teto de leilão de energia e tenta destravar investimentos no setor
Publicado 13/02/2026 • 14:20 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 13/02/2026 • 14:20 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Eneva / Divulgação
Usina termelétrica da Eneva em Sergipe
O Ministério de Minas e Energia (MME) decidiu reajustar os preços-teto do leilão de reserva de capacidade, previsto para abril, em uma tentativa de tornar o certame mais atrativo ao mercado e evitar o risco de baixa participação.
A decisão ocorre após pressão de agentes do setor elétrico, que apontavam defasagem nos valores inicialmente propostos. Segundo o governo, a revisão foi resultado de um “processo institucional de escuta”, com contribuições técnicas conduzidas em conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
As informações já foram encaminhadas à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), e o cronograma do leilão será mantido.
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De acordo com o MME, três fatores principais explicam a atualização dos parâmetros econômicos do leilão.
O primeiro foi a necessidade de refletir com maior precisão os investimentos exigidos para que usinas já existentes continuem operando com segurança ao longo dos novos contratos. Sem esse ajuste, o governo avalia que haveria risco de problemas operacionais e até disputas judiciais no futuro.
O segundo ponto foi um ajuste técnico na estrutura de custos. A metodologia foi mantida, mas houve uma redistribuição de componentes entre parcelas fixa e variável para melhorar a coerência econômica do modelo.
Por fim, o governo incorporou mudanças recentes do cenário internacional, como o aumento do custo de capital, equipamentos e financiamento. Esses fatores elevaram a percepção de risco dos investimentos, exigindo revisão dos parâmetros.
Na prática, é como atualizar o orçamento de uma obra no meio da inflação global. Sem isso, ninguém entra no projeto.
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O MME admite que a atualização foi necessária para evitar distorções e reduzir o risco de baixa atratividade do leilão.
Sem o ajuste, o certame poderia ter baixa participação ou até fracassar, o que pressionaria ainda mais o sistema elétrico e poderia resultar em custos maiores no futuro.
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Siga o Times | CNBC“A não atualização poderia gerar distorções, reduzir a atratividade do certame ou até comprometer seu resultado”, afirmou a pasta.
O leilão de reserva de capacidade é considerado estratégico para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro, especialmente em um cenário de expansão das fontes renováveis.
Com o crescimento de usinas eólicas e solares, que são intermitentes, aumenta a necessidade de contratação de fontes que possam ser acionadas sob demanda, como as termelétricas.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o objetivo é equilibrar segurança energética, competição e custo para o consumidor.
“As atualizações no leilão têm como principal objetivo garantir segurança energética ao país, assegurar competição efetiva e preservar a previsibilidade regulatória”, afirmou.
Para investidores, o reajuste sinaliza que o governo está disposto a calibrar regras para viabilizar projetos, em um setor altamente dependente de previsibilidade regulatória.
Leilões de energia funcionam como contratos de longo prazo. Se os preços não refletem a realidade de custos, o investidor simplesmente fica de fora.
Ao atualizar os valores, o governo tenta evitar esse cenário e garantir que novos projetos saiam do papel, ajudando a sustentar o crescimento da demanda por energia nos próximos anos.
O leilão está previsto para abril e deve contratar capacidade adicional para reforçar o sistema elétrico.
A expectativa do governo é de ampla concorrência, com projetos sendo selecionados pelo menor preço ao consumidor, mantendo o objetivo de modicidade tarifária.
Depois de um período de incertezas e disputas judiciais que chegaram a suspender o certame, o ajuste nos preços-teto é visto como uma tentativa de virar a chave e recolocar o leilão nos trilhos.
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