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Ibovespa ameniza perdas e encerra negócios de lado no dia do prazo final dado por Trump para liberação de Ormuz
Publicado 07/04/2026 • 17:02 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/04/2026 • 17:02 | Atualizado há 2 meses
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Ibovespa
O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira, 7, em alta marginal de 0,05%, aos 188.259 pontos, após um pregão marcado pela incerteza acerca do destino do conflito entre Irã e Estados Unidos. O sentimento de aversão ao risco predominou já que hoje é o prazo dado pelo presidente, Donald Trump, para que o Irã libere o estreito de Ormuz. Na sessão, o fluxo financeiro foi de R$ 26,4 bilhões.
O país, entretanto, vem negando que irá desarticular o bloqueio e ambas partes têm recusado as ofertas de pacificação. “O mercado sempre fica tenso quando se aproximam os prazos estabelecidos pelo Trump”, explica Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos
Ele explica que, quanto mais tempo passar, maiores serão os danos à infraestrutura de produção e distribuição do petróleo. Com isso, o impacto nos preços do barril da commodity tende a ser mais duradouro.
Já João Daronco, analista da Suno, afirma que o panorama da guerra está escalando, numa proporção que aumenta a probabilidade do conflito piorar. “Esse mundo incertezas acaba por afastar os investidores da renda variável. Se tem alguém procurando portos seguros, muito voltado para o dólar e os títulos norte-americanos. Isso faz com que o fluxo da bolsa diminua, os recursos saem e a bolsa cai”, afirma.
A Braskem avançou 7,26% na sessão, se consagrando como a ação de maior avanço aos R$ 9,01. Depois, vem a Rumo, em alta de 2,95%, aos R$ 16,40, e a RaiaDrogasil, em alta de 2,30%, aos R$ 22,28. Em seguida vem Ultrapar (2,15%), Usiminas (1,61%) e Equatorial (1,56%).
No campo das baixas, a Suzano esteve entre os destaques após ceder 6,39%, cotada R$ 46,43%. A produtora de celulose foi seguida pela Cyrela (-5,65%), Cury (-5,13%) e Minerva (-4,91%).
A tensão entre EUA e Irã criou um clima de forte instabilidade no mercado financeiro global e pressionou os ativos brasileiros, disse Artur Horta, sócio da The Link Investimentos, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que a manutenção do conflito afeta diretamente o custo de vida e a inflação por meio da alta do petróleo. “O petróleo segue pressionado acima de US$ 100 (R$ 515), e quanto mais tempo demora para uma resolução, pior fica para os ativos ao redor do mundo e para o bolso do consumidor, pois isso vai bater na cadeia econômica como um todo”, explicou.
Sobre a possibilidade de uma trégua proposta pelo Paquistão para reabrir o Estreito de Ormuz, Artur Horta ponderou que a normalização logística não é imediata. “Existem estimativas de consultorias especializadas indicando que o tráfego no Estreito de Ormuz pode demorar mais de 2 meses, até cerca de 3 meses, para se restabelecer totalmente depois que ele for aberto totalmente”, afirmou.
No cenário corporativo, empresas como a Braskem acabam se beneficiando da crise devido à dificuldade de escoamento de concorrentes internacionais. “Enquanto o Estreito de Ormuz estiver fechado, países do Golfo ou a China não conseguem trazer insumos petroquímicos ao Brasil a um preço competitivo, favorecendo o mercado para a Braskem e a Unipar, que já anunciaram reajustes acima de 50% em alguns produtos”, analisou.
Apesar do risco inflacionário, o dólar apresentou um comportamento estável, fechando em R$ 5,15, o que surpreendeu parte dos analistas diante da magnitude do conflito. “O dólar segue de certa forma comportado, mas isso vem de uma tendência onde investidores buscam outras formas de se proteger que não o dólar, como o ouro, moedas emergentes fortes e as próprias commodities”.
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Seguir no GooglePor fim, o economista reforçou que a busca por ativos reais tem sido a estratégia predominante para mitigar a volatilidade atual. “O minério de ferro recuperou preços acima de US$ 100 (R$ 515), o açúcar voltou a subir e o próprio petróleo entrou em alta porque os investidores passaram a buscar alternativas de proteção para momentos voláteis que não a moeda americana”.
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