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Ibovespa cai 0,26% com eleição e disputa sobre bets no STF no radar; dólar avança a R$ 5,23 com cautela antes do 1º turno
Publicado 28/09/2026 • 18:35 | Atualizado há 33 minutos
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Publicado 28/09/2026 • 18:35 | Atualizado há 33 minutos
KEY POINTS
O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira (28), pressionado pelo ambiente externo e pela cautela na reta final da eleição. Juros americanos elevados pesaram sobre os ativos brasileiros, enquanto investidores acompanharam novas pesquisas presidenciais e a ida ao STF da disputa sobre a proibição das bets.
O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,26%, aos 182.991,13 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 181.931,36 pontos e a máxima de 184.094,65 pontos. O volume financeiro somou R$ 18 bilhões.
No câmbio, a cautela foi mais evidente. O dólar à vista avançou 0,86%, a R$ 5,2265, após variar entre R$ 5,1919 e R$ 5,2270. Às 17h04, o contrato futuro para outubro subia 0,67%, a R$ 5,2285.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável pediram ao STF a suspensão da medida provisória do governo que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade de apostas de quota fixa e jogos online no país.
O pedido foi apresentado ao ministro Luiz Fux, relator das ações que discutem o marco do setor. As entidades argumentam que a norma produz efeitos antes de uma análise do Congresso. A Advocacia-Geral da União pediu prazo de 72 horas para se manifestar sobre as ações.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que as medidas anunciadas passaram a ser avaliadas pelos investidores também por seus possíveis efeitos fiscais e inflacionários.
“Você tem uma visão de parte do mercado de que são medidas de viés eleitoral tomadas pelo governo, que têm impacto, sim, no quadro fiscal”, afirmou.
A disputa presidencial continuou entre os principais fatores domésticos. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostrou Lula (PT) com 42% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro (PL) com 37%. Em eventual segundo turno, Lula registra 46% e Flávio, 44%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre 25 e 27 de setembro.
A Quaest também mostrou Lula à frente no primeiro turno, com 39%, contra 34% de Flávio. Na simulação de segundo turno, os dois aparecem numericamente empatados, com 42% cada. Foram ouvidas 2.004 pessoas entre 24 e 27 de setembro, e a margem de erro é de dois pontos.
Corleta ressaltou que os investidores continuam tratando a disputa como aberta.
“Domingo é o grande dia. Domingo a gente vai saber e ter uma visão mais clara a partir dos dados que o TSE nos trouxer em relação ao primeiro turno”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCO especialista disse que, nas últimas semanas, parte das ações mais sensíveis aos juros reagiu às mudanças percebidas nas pesquisas. Nesta segunda, porém, o ambiente internacional teve peso importante e ajudou a explicar por que o movimento do índice foi relativamente limitado.
O exterior pressionou os ativos brasileiros. Os principais índices de Wall Street fecharam em queda, enquanto os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir, em um ambiente de preocupação com petróleo, inflação e novos aumentos dos juros pelo Federal Reserve.
O Dow Jones caiu 0,68%, o S&P 500 perdeu 0,77% e o Nasdaq recuou 0,92%. Os preços do petróleo subiram depois que as negociações entre Estados Unidos e Irã voltaram a encontrar dificuldades, mantendo incertezas sobre o Estreito de Ormuz.
“As taxas de juros futuras nos Estados Unidos estarem altas é negativo para mercados emergentes. Você tem o investidor de fora olhando uma rentabilidade mais atrativa em um mercado visto como muito mais seguro”, disse Corleta.
O efeito sobre o Ibovespa foi parcialmente compensado pela Petrobras. O Brent terminou a sessão em alta de 0,92%, a US$ 105,28 por barril, e as ações da estatal avançaram, ajudando a evitar uma queda maior do índice. Vale também terminou no campo positivo, enquanto os grandes bancos recuaram em bloco.
Segundo Corleta, empresas de commodities ficam relativamente menos expostas ao chamado trade eleitoral por dependerem mais dos preços internacionais de seus produtos e do câmbio.
No câmbio, a combinação entre reta final da eleição e pressão externa levou o dólar novamente para acima de R$ 5,20.
A moeda americana fechou em alta de 0,86%, a R$ 5,2265, muito próxima da máxima do dia, de R$ 5,2270.
No exterior, o movimento também foi de valorização do dólar. O índice DXY avançava 0,24%, aos 101,214 pontos. O euro recuava 0,17%, a US$ 1,1371, enquanto a libra tinha leve alta de 0,05%, a US$ 1,3252.
A alta do petróleo reforçou preocupações com a inflação americana e com a possibilidade de o Fed manter o aperto monetário, ampliando a procura pela moeda dos Estados Unidos.
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