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Ibovespa descola do exterior e encerra em queda de 0,88% com alta do petróleo e incerteza no Irã
Publicado 26/05/2026 • 17:29 | Atualizado há 35 minutos
ALERTA DE MERCADO:
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Publicado 26/05/2026 • 17:29 | Atualizado há 35 minutos
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Ibovespa
O Ibovespa encerrou a sessão desta terça-feira (26) em queda de 0,88% aos 176.247 pontos em mais uma sessão refletindo o noticiário geopolítico. O índice contrariou os pares internacionais após o recrudescimento das negociações de paz entre Irã e EUA. A deterioração das expectativas fez com os preços do barril de petróleo tornassem a avançar, o que reacendeu preocupações inflacionárias.
Os Estados Unidos tornaram a atacar o país persa, o que diminuiu o otimismo da possibilidade de um acordo entre os países no fim de semana. A ofensiva foi classificada pelo Irã como uma violação do cessar-fogo entre os dois países. Representantes iranianos afirmaram, que vão reagir a qualquer nova agressão após relatos de avanço nas negociações entre Washington e Teerã para o fim do conflito.
Segundo Rafael Passos, sócio da Ajax Asset, a preocupação com a duração da guerra afeta os mercados emergentes à medida em que se aprofundam os impactos do petróleo e os reflexos sobre inflação e política de juros. Ele também explica que, no exterior, existe um ajuste natural depois do feriado da última segunda-feira (26), que reduziu a liquidez global.
“As Treasuries ainda mostram alguma acomodação. Mas, quanto mais prolongado for o conflito, maior tende a ser a pressão sobre mercados emergentes”, afirma. Isso mantém o cenário das bolsas globais em compasso de espera, à medida que os ativos seguem pressionados, principalmente, pela abertura dos juros e pelo ambiente internacional mais cauteloso.
“Além do contágio externo, o mercado doméstico também enfrenta ruídos fiscais. Quando a gente olha para a tramitação do projeto do 6×1 nas comissões da Câmara, isso adiciona cautela ao cenário fiscal brasileiro. Esse ambiente acaba pressionando ativos de risco e a bolsa. Tirando as petroleiras, que se beneficiam da alta da commodity, o restante do mercado doméstico sente um mal-estar mais forte, justamente por causa da abertura dos juros, da cautela internacional e dos ruídos fiscais locais”, completa o especialista.
Já Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain, afirma que os investidores nacionais operam na expectativa dos resultados parciais da inflação aferida pelo IPCA-15, a serem divulgados na próxima quarta-feira (27).
“Se vier um número melhor do que o esperado, mostrando algum alívio inflacionário, o mercado pode reagir muito bem. Isso abriria espaço para a curva de juros ceder e dar sustentação para uma recuperação da Bolsa. Mas, sinceramente, esse não parece ser o cenário-base hoje”, diz.
Ele conta que o mercado já trabalha com uma leitura mais pressionada para a inflação. A grande questão não é se o IPCA virá alto, mas o quão acima ele pode vir. “E se vier significativamente pior do que o esperado, podemos sim ter uma realização mais forte na bolsa. Isso porque o Banco Central deixou muito claro que os próximos indicadores serão determinantes para decidir se haverá continuidade no ciclo de cortes ou uma pausa”, diz.
Entre as altas do dia, a Minerva se sobressaiu com alta de (2,61%) e com a cotação a R$ 3,93. Em seguida, veio a Hapvida (1,61%) a R$ 12,60, a Rede D’Or (1,42%) a R$ 35,00, a Ambev (1,16%) a R$ 16,59 e a Telefônica (0,92%) a R$ 33,85.
Já as maiores baixas foram compostas pela Braskem, que registrou (-5,81%) a R$ 11,68. Depois, vem a C&A Modas (-4,77%) a R$11,37, a Vamos (-3,86%) a R$ 3,24, a PetroRecôncavo (-3,64%) a R$ 11,90 e a Usiminas (-3,59%) a R$ 9,66, segundo dados da RocketTrader.
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